08 setembro 2010
De como Pipoco se incompatibiliza com o seu nicho de mercado
Minhas senhoras, eu sei que o homem tem um ar apresentável, e tal, que vos derreteu os corações porque é capaz de chorar e tudo, mas a verdade é que aquilo foi um frango dos antigos.
07 setembro 2010
Por uma vez, um post sério
Não sei se me faço explicar, mas a questão é que, pelo preço de uma entrada no Castelo de São Jorge, isto se forem pessoas de fora, como eu, que isto em morando na cidade grande nem se paga nada, podereis assistir à grande Catarina Molder, que é soprano, mas em gira, a conduzir-vos pelas árias que nos ficam no ouvido e que é importante que as vossas crianças não fiquem a conhecer só dos anúncios de detergentes. Eu, em podendo, lá estarei. Se fosse a vocês aparecia, nunca se sabe se precisarei de alguém que me pague um café.
(Para mais pormenores, é clicar na imagem)
(Para mais pormenores, é clicar na imagem)
Tradução do post do Salgado, ali em baixo, by Pipoco Tabasco
As mulheres acham que, para os homens, umas boas mamas são umas mamas grandes. Estão absolutamente certas.
(estava com tantas saudades do Tabasco...)
(estava com tantas saudades do Tabasco...)
Onde se explica a masculina capacidade de estabelecer critérios de selecção multidimensionais
A mais inqualificável atoarda que as mulheres lançaram sobre o género masculino é a difusão do mito urbano "os homens são apreciadores de peitos grandes". Ora quem tem seguido os meus ensinamentos sabe que esta questão do tamanho é absolutamente excêntrica a uma uma análise do todo, isto é, na nossa análise não menosprezamos factores relevantes como sejam a forma, a proporcionalidade em relação a outros elementos igualmente determinantes, a inclinação, o afastamento entre si, a capacidade de resistência à lei da gravidade e, naturalmente, o facto de não existir qualquer aditivação que coloque em causa a veracidade do conjunto.
06 setembro 2010
Pipoco em modo futurologista
Minhas senhoras, em verdade vos digo que as vossas fotos do Verão 2010 em que ostentais óculos de sol Ray-Ban modelo aviador, causar-vos-ão a médio prazo o mesmo sentimento de "como foi possível eu usar isto?!" que a visualização daquelas fotos do Verão de 1989 em que ostentáveis aqules casacos com chumaços nos ombros e aquele cabelo estilo Sheena Easton. Ide por mim, que sei destas coisas.
Post que fala sobre bola
O problema do Carlos Queirós é que não levou a rapaziada a visualizar o Toy Story 3, tivesse ele dado esse passo e a rapaziada, a equipa de todos nós, havia de entender a mensagem maior, lá estava o cabrão do urso de peluche a caminho de ser triturado e é salvo pelos outros brinquedos, caramba, o Woody e o Buzz Lightyear podiam ter-se visto livres do cabrão do urso de peluche de uma vez por todas, mas não, arriscam a vida para salvá-lo e ele, o urso de peluche, quando fica com o controlo da situação, acaba por não carregar no botão de paragem do sistema e fica lá em cima, são e salvo, a ver os brinquedos a caminho da incineração, o Hugo Almeida havia de ter visto isto para não hesitar em marcar o cinco a três, fiando-se que o cabrão do urso de peluche retribuía a fineza e não, os ursos de peluche nunca retribuem gentilezas, em não se acabando com eles não se pode esperar que carreguem no botão de parar a coisa no momento que mais nos convém, é da natureza dos ursos de peluche.
(Na verdade tudo acabará como tem que acabar, os brinquedos safam-se, safam-se sempre, e o cabrão do urso de peluche acaba os dias a decorar a parte da frente de um camião do lixo, mas, até lá, havemos de estar à beira da incineração, o que, parecendo que não, é desagradável)
(Na verdade tudo acabará como tem que acabar, os brinquedos safam-se, safam-se sempre, e o cabrão do urso de peluche acaba os dias a decorar a parte da frente de um camião do lixo, mas, até lá, havemos de estar à beira da incineração, o que, parecendo que não, é desagradável)
05 setembro 2010
Fosse isto um blog que se dedicasse à actualidade... (II)
Gentis remetentes manifestaram por e-mail o seu desagrado pelo conteúdo do post sobre Carlos Cruz, o que me inibe de escrever um outro post sobre a mesma temática, embora abordando agora o assunto sob uma nova perspectiva, aquela em que o juiz, na leitura da sentença, faria subtis paragens, criando a ilusão de ter dito tudo o que havia a dizer sobre o caso, e, em se criando aqule burburinho próprio do um final de leitura de sentença, recomeçaria a leitura, com o dedo indicador espetado para o réu, com um expressivo "E ainda...", que retomaria o rol de pecadilhos de Carlos Cruz.
Era um bom post, creiam-me.
Era um bom post, creiam-me.
Da vida que é mesmo assim
Passo o sábado a pintar o muro de uma velha senhora, trinta e cinco graus, não posso deixar de pensar em Tom Sawyer a pintar a cerca da Tia Polly, os amigos a caminho do Mississipi a rir da sua má sorte, Tom Sawyer a ter um rasgo e a convencer os amigos que pintar aquela cerca não era para qualquer um, os amigos a reconsiderar, os amigos a pagar para serem eles a pintar a cerca, Tom Sawyer, ele mesmo, agora a caminho do rio com os bolsos cheios de moedas e de bens de primeira necessidade para um rapaz como Tom Sawyer, a cerca pintada no fim do dia, a Tia Polly a gabar os dotes de bom trabalhador de Tom Sawyer.
Infelizmente, os meus amigos foram de carro para a Comporta, sem passar pelo muro que eu estava a pintar.
Infelizmente, os meus amigos foram de carro para a Comporta, sem passar pelo muro que eu estava a pintar.
04 setembro 2010
Fosse isto um blog que se dedicasse à actualidade...
...e eu diria que saiu a Bota Botilde ao Carlos Cruz.
Don't like
Estimados cidadãos que me têm proposto amizade nesse fantástico instrumento que transforma o mundo num melhor local, onde os filhos são amigos dos pais, e vice-versa, as mulheres são amigas dos maridos, o que é sempre o esteio da harmonia familiar, onde os próprios amigos propõem amizade aos seus amigos, numa celebração contínua da amizade, a verdade é que me vejo impossibilitado de aceitar a vossa amizade, o que, creiam, me é extremamente penoso e me causa inimaginável mágoa, uma vez que não faço a menor ideia de como funciona o sistema nem vislumbro qualquer vantagem em dedicar-me a tal desiderato. A criação de uma versão facebookeana do Pipoco foi apenas uma experiência, aceitasse eu a vossa amizade e, consequentemente, abrisse as facebookeanas portas, verificariam os meus caros que nada encontrariam, nem fotos, nem escritos, um absoluto vazio, como de resto já acontece aqui em ambiente blogeriano, embora o processo criativo aqui seja diverso.
Mais informo que a situação assim se manterá, uma vez que não reconheço valor acrescentado ao reencontro de velhos amigos do ciclo preparatório, uma vez que, em desejando eu desencantar pessoas que, de facto me apeteça desencantar, que as há, utilizo o processo clássico de mover a fantástica teia de relações de que disponho e, em menos de vinte e quatro horas, obtenho o almejado contacto, tudo isto sem ter que disponibilizar fotos em que eu me estou a divertir, outras em que estou na praia a divertir-me, obviamente e outras ainda em que estou de copo ao alto, com rosados amigos, imaginem, a divertir-me.
Não domino os intrincados meandros do facebook, não disponho de tempo útil para me dedicar à pertença de grupos sociais, utilizei durante um pequano lapso temporal as virtudes do google talk, não descortino quaisquer vantagens competitivas em partilhar total ou parcialmente os meus divertidos momentos, até porque, toda a gente sabe isto, o ambiente bloggeriano coloca-me ao dispor tudo aquilo que procuro na interação de ideais e, como se fosse pouco, proporciona-me toda a panóplia de experiências de conhecimento da raça humana que este meu corpo cansado consegue abarcar.
Pelo exposto, gostaria que não considerassem como um desaforo pessoal a inexistência de resposta da minha parte aos vossos amáveis convites. Vós estais no meu coração, aqui, acreditem em mim.
Mais informo que a situação assim se manterá, uma vez que não reconheço valor acrescentado ao reencontro de velhos amigos do ciclo preparatório, uma vez que, em desejando eu desencantar pessoas que, de facto me apeteça desencantar, que as há, utilizo o processo clássico de mover a fantástica teia de relações de que disponho e, em menos de vinte e quatro horas, obtenho o almejado contacto, tudo isto sem ter que disponibilizar fotos em que eu me estou a divertir, outras em que estou na praia a divertir-me, obviamente e outras ainda em que estou de copo ao alto, com rosados amigos, imaginem, a divertir-me.
Não domino os intrincados meandros do facebook, não disponho de tempo útil para me dedicar à pertença de grupos sociais, utilizei durante um pequano lapso temporal as virtudes do google talk, não descortino quaisquer vantagens competitivas em partilhar total ou parcialmente os meus divertidos momentos, até porque, toda a gente sabe isto, o ambiente bloggeriano coloca-me ao dispor tudo aquilo que procuro na interação de ideais e, como se fosse pouco, proporciona-me toda a panóplia de experiências de conhecimento da raça humana que este meu corpo cansado consegue abarcar.
Pelo exposto, gostaria que não considerassem como um desaforo pessoal a inexistência de resposta da minha parte aos vossos amáveis convites. Vós estais no meu coração, aqui, acreditem em mim.
03 setembro 2010
Das coisas que realmente interessam
Ler toda "A história da gaivota e do gato que a ensinou a voar" aos meus filhos, enquanto assistíamos ao jogo, som da televisão desligado.
Nota mental para a situação de transformar isto num blog cor-de-rosa (ou o Pipoco feito pelos seus leitores)
Falar de depilação, incluindo depilação à brasileira, dizer que arranjo as unhas, alisar o cabelo com prancha, usar unhas pintadas, falar da rotina de cuidados de pele - FORA DE QUESTÃO! EM ABSOLUTO!
Citar o "September Issue" da Vogue - Note to self: investigar o que é isso do September Issue. Congratulemo-nos, nem tudo está perdido, sei que a Vogue é uma revista de moda. Diz que francesa.
Mostrar o traje do dia-a-dia, sobretudo os belos dos sapatos - Ok, até posso fazer melhor que isso, posso fazer uma reportagem fotográfica de um dia meu. Ideia a aproveitar, assim que me lembrar. Além disso, é o tipo de post que gera sempre movimentos de repulsa.
Colocar o fundo em tons rosa - Fora de questão, as pessoas não gostam de alterações no design da coisa, habituam-se e pronto. Este blog é em tons de verde, definitivamente.
Dizer que encontrei a minha princesa numa torre de Babel e que apesar das dificuldades lá conseguiste subir ao longo do seu belo cabelo perfumado by Victoria Secret - Bem, isto tem o seu quê de verdade, definitivamente a parte da Torre de Babel é absolutamente real. Mas eu não tenho princesa, jamais me referiria a mulheres de verdade como "princesas".
Falar de roupas e sapatos que gostaria de comprar ou já compei- Na verdade não é tema, compro toda a roupa ou sapatos que me apetece comprar.
Colocar imagens retiradas do i can read ou do we heart it - Note to self: investigar o conteúdo desta sugestão.
Falar de um desgosto de amor, falar dos azares do amor e da sua conquista - Teria que inventar uma história, não me lembro de querer ter um amor e não o conseguir, mais tarde ou mais cedo. Atendendo a que tudo neste blog é absolutamente real, seria fugir ao script da coisa...
Apaixonar-me e desatar a escrever sobre isso no blogue - Hummm....
Falar de amor. Não do amor individual, mas sim o conceito geral - Ok, ideia aproveitável, apesar de vir de quem vem.
Meter uma foto do cabelo... assim por trás, postar fotos da minha melena - Done - Já postei no blog da Pólo Norte. E ir lá e conferir.
Frisar muito o feliz e abençoado que sou - Done. Faço isso, post sim, post não.
Postar as fatiotas e xanatas condizentes ao dia de cintura pra baixo ou de costas - Done. Já fiz parecido, já coloquei uma foto com (quase) todo o meu calçado e já postei fatos.
Colocar fotografias de outros sacadas da net e sem os devidos créditos por baixo - Done. Já fiz isso com fotos do "Record" e da "Bola".
Retirar ideias da chamada blogosfera alternativa, refazer o assunto num tom tipo Revista Maria e passar por ser pensante - Done. Em oitenta por cento dos casos. Noventa e cinco, vá...
Um bocadinho de má gramática -Done. Nunca revejo os textos, escrevo corrido e não tenho corrector ortográfico.
Ser mulher - Apesar de haver uma corrente de pensamento que acha isso mesmo, o que é uma das coisas que me diverte e que acho que devia ter explorado mais, daria uns posts magníficos e alimentaria o mito, ser mulher está fora de questão
Escrever a palavra amor com letra maiúscula - Ok, aproveitar a ideia, dá um ar de coisa concepual, esotérica.
Usar e abusar da expressão "bitch" para me referir às pessoas que me dão dor de cotovelo - Impossível, a coisa tem regras e se há coisa que não faço é tratar mal as pessoas. Além disso, não há ninguém que me dê dor de cotovelo.
Usar e abusar da expressão "vou ali [bolçar, dar beijinhos na minha maluxa nova, fingir que dou uma pinocada, assaltar a Zara, enfardar cupcakes, etc.] e já volto" - Ok, de facto tem faltado essa expressão. Isso e o mimimimi.
Começar frases com "tenho para mim" - Muito bom, a utilizar no futuro próximo.
Ter anónimos invejosos. Mesmo que não os tenha, mesmo que não publique os seus comentários, referi-los num post, queixar-se deles, gozar com eles, ser implacável, ser um bully - Done. Apesar de não gozar com ela, ela própria encarrega-se do assunto.
Citar o "September Issue" da Vogue - Note to self: investigar o que é isso do September Issue. Congratulemo-nos, nem tudo está perdido, sei que a Vogue é uma revista de moda. Diz que francesa.
Mostrar o traje do dia-a-dia, sobretudo os belos dos sapatos - Ok, até posso fazer melhor que isso, posso fazer uma reportagem fotográfica de um dia meu. Ideia a aproveitar, assim que me lembrar. Além disso, é o tipo de post que gera sempre movimentos de repulsa.
Colocar o fundo em tons rosa - Fora de questão, as pessoas não gostam de alterações no design da coisa, habituam-se e pronto. Este blog é em tons de verde, definitivamente.
Dizer que encontrei a minha princesa numa torre de Babel e que apesar das dificuldades lá conseguiste subir ao longo do seu belo cabelo perfumado by Victoria Secret - Bem, isto tem o seu quê de verdade, definitivamente a parte da Torre de Babel é absolutamente real. Mas eu não tenho princesa, jamais me referiria a mulheres de verdade como "princesas".
Falar de roupas e sapatos que gostaria de comprar ou já compei- Na verdade não é tema, compro toda a roupa ou sapatos que me apetece comprar.
Colocar imagens retiradas do i can read ou do we heart it - Note to self: investigar o conteúdo desta sugestão.
Falar de um desgosto de amor, falar dos azares do amor e da sua conquista - Teria que inventar uma história, não me lembro de querer ter um amor e não o conseguir, mais tarde ou mais cedo. Atendendo a que tudo neste blog é absolutamente real, seria fugir ao script da coisa...
Apaixonar-me e desatar a escrever sobre isso no blogue - Hummm....
Falar de amor. Não do amor individual, mas sim o conceito geral - Ok, ideia aproveitável, apesar de vir de quem vem.
Meter uma foto do cabelo... assim por trás, postar fotos da minha melena - Done - Já postei no blog da Pólo Norte. E ir lá e conferir.
Frisar muito o feliz e abençoado que sou - Done. Faço isso, post sim, post não.
Postar as fatiotas e xanatas condizentes ao dia de cintura pra baixo ou de costas - Done. Já fiz parecido, já coloquei uma foto com (quase) todo o meu calçado e já postei fatos.
Colocar fotografias de outros sacadas da net e sem os devidos créditos por baixo - Done. Já fiz isso com fotos do "Record" e da "Bola".
Retirar ideias da chamada blogosfera alternativa, refazer o assunto num tom tipo Revista Maria e passar por ser pensante - Done. Em oitenta por cento dos casos. Noventa e cinco, vá...
Um bocadinho de má gramática -Done. Nunca revejo os textos, escrevo corrido e não tenho corrector ortográfico.
Ser mulher - Apesar de haver uma corrente de pensamento que acha isso mesmo, o que é uma das coisas que me diverte e que acho que devia ter explorado mais, daria uns posts magníficos e alimentaria o mito, ser mulher está fora de questão
Escrever a palavra amor com letra maiúscula - Ok, aproveitar a ideia, dá um ar de coisa concepual, esotérica.
Usar e abusar da expressão "bitch" para me referir às pessoas que me dão dor de cotovelo - Impossível, a coisa tem regras e se há coisa que não faço é tratar mal as pessoas. Além disso, não há ninguém que me dê dor de cotovelo.
Usar e abusar da expressão "vou ali [bolçar, dar beijinhos na minha maluxa nova, fingir que dou uma pinocada, assaltar a Zara, enfardar cupcakes, etc.] e já volto" - Ok, de facto tem faltado essa expressão. Isso e o mimimimi.
Começar frases com "tenho para mim" - Muito bom, a utilizar no futuro próximo.
Ter anónimos invejosos. Mesmo que não os tenha, mesmo que não publique os seus comentários, referi-los num post, queixar-se deles, gozar com eles, ser implacável, ser um bully - Done. Apesar de não gozar com ela, ela própria encarrega-se do assunto.
Dos posts que costumam irritar as leitoras em geral
Não sei se é deste ar vitaminado que teima em não me abandonar, não sei se será do cabelo mais comprido que faz um contraste pefeito com a tez mais morena, não sei se será destes fatos novos dois tamanhos abaixo do que usava há três meses e que tive que adquirir em virtude dos dez quilos que ficaram algures no jogging das seis e meia da manhã, não sei se será da camisa branca com dois botões desapertados que ainda dispensa a gravata italiana, não sei se será desta adrenalina que é decidir coisas em tempo real, a verdade é que me parece que as mulheres interessantes com quem me vou cruzando me sorriem mais, se preocupam mais com o meu bem-estar e têm tempos mais alargados de exposição dos generosos decotes quando se debruçam à minha frente para explicar detalhadamente os assuntos que carecem da minha atenção.
Das mulheres com mundo
Uma das duas mulheres da blogosfera que conseguiam tocar-me, mas tocar mesmo, aquele tocar de gostar mesmo muito, de criar empatia à distância, de quase, eu disse "quase", me emocionar, terminou o blog. São estes pequenos nadas, que ninguém nota, que me fazem perder qualidade de vida.
02 setembro 2010
Pipoco em modo interrogativo
Que mais posso eu fazer para que este blog seja considerado como um dos representantes da categoria "blog cor-de-rosa"?
01 setembro 2010
Post longo, porém bastante aceitável
Nós, os da tribo dos blogs com, digamos, mil e quatrocentas visitas durante os dias úteis, ficamos deslumbrados com tanta gente que nos lê. Mil e quatrocentas pessoas é aquele número de pessoas que, em estando tempo agradável, assiste aos jogos da União de Leiria, não sei se estão a visualizar, é imaginar as imagens do Domingo Desportivo, o eco dos gritos dos jogadores, o estádio vazio, isso são mil e quatrocentas pessoas a assistir, é isso que temos nos nossos blogs maravilhosos.
Isto já seria suficientemente deprimente, mas a coisa ainda é pior, há duzentas pessoas que aqui chegam pela mão do tio Google, no meu caso, quase sempre buscando "homem extremamente inteligente e dotado de sentido de humor", em vendo a pipoca ali no canto inferior esquerdo, ou direito, agora estou a editar e não me lembro de que lado está a pipoca, mas, dizia eu, os que aqui chegam pelo motor de busca demoram-se aqui o exacto lapso temporal que eu demorei a perceber as qualidades intrínsecas do guardião Roberto. Ficam mil e duzentas, portanto.
Das mil e duzentas, quatrocentas chegam aqui por engano, isto está linkado em vários blogs de qualidade, os dois posts diários publicados a cirúrgicas horas garantem que este blog fique no topo das listas de links e as pessoas, quatrocentas, chegam aqui como podiam chegar a outro blog qualquer, dá-lhes igual, clicam no primeiro da lista e, à hora do pequeno-almoço e do almoço, o primeiro sou eu. Restam oitocentas.
Dessas oitocentas, duzentas são familiares meus ou amigos a quem lhes dói a alma verem-me passar esta penitência. Chegam aqui por solidariedade e para ver se eu me aguento à bomboca, havendo alguns que aqui chegam na secreta esperança de me ver perder a aposta. Ficam seiscentas.
Dessas seiscentas, metade chegam aqui por ouvir falar, conversa de cabeleireiro, e tal, ou então foi uma amiga que disse à prima que havia um blog com o nome tal. Chegam aqui, verificam a qualidade do produto e seguem para blogs a sério. Restam trezentas.
Dessas trezentas, contabilizo duzentas pessoas que são leitores flutuantes, ficam porquem leram um post que lhes tocou fundo nos corações, ficam por uma semana ou duas, verificam que eu não tenho arte para lhes tocar o coração uma segunda vez e seguem viagem, "o tipo prometia tanto, e afinal...".
Dos cem que restam, cinquenta queriam realmente ir ao blog da Pipoca e chegam aqui por engano. Verificam o caminho certo, dizem entredentes "que maçada, hoje nada me corre bem" e seguem para mais um boletim da noiva.
Ficam então cinquenta exigentes leitores, este blog vale cinquenta fiéis leitores, inteligentes, sãos de cabeça, que, em dias em que lhes apeteça são capazes de adivinhar que post escreverei a seguir, são os que realmente conseguem entender a elevada carga subliminar da coisa.
E pronto, basicamente o que me apetecia dizer é que queríamos um avançado com dois metros de altura, o tal pinheiro, e afinal comprámos um médio mais baixo do que eu. E um guarda-redes, quase me esquecia do guarda-redes.
Isto já seria suficientemente deprimente, mas a coisa ainda é pior, há duzentas pessoas que aqui chegam pela mão do tio Google, no meu caso, quase sempre buscando "homem extremamente inteligente e dotado de sentido de humor", em vendo a pipoca ali no canto inferior esquerdo, ou direito, agora estou a editar e não me lembro de que lado está a pipoca, mas, dizia eu, os que aqui chegam pelo motor de busca demoram-se aqui o exacto lapso temporal que eu demorei a perceber as qualidades intrínsecas do guardião Roberto. Ficam mil e duzentas, portanto.
Das mil e duzentas, quatrocentas chegam aqui por engano, isto está linkado em vários blogs de qualidade, os dois posts diários publicados a cirúrgicas horas garantem que este blog fique no topo das listas de links e as pessoas, quatrocentas, chegam aqui como podiam chegar a outro blog qualquer, dá-lhes igual, clicam no primeiro da lista e, à hora do pequeno-almoço e do almoço, o primeiro sou eu. Restam oitocentas.
Dessas oitocentas, duzentas são familiares meus ou amigos a quem lhes dói a alma verem-me passar esta penitência. Chegam aqui por solidariedade e para ver se eu me aguento à bomboca, havendo alguns que aqui chegam na secreta esperança de me ver perder a aposta. Ficam seiscentas.
Dessas seiscentas, metade chegam aqui por ouvir falar, conversa de cabeleireiro, e tal, ou então foi uma amiga que disse à prima que havia um blog com o nome tal. Chegam aqui, verificam a qualidade do produto e seguem para blogs a sério. Restam trezentas.
Dessas trezentas, contabilizo duzentas pessoas que são leitores flutuantes, ficam porquem leram um post que lhes tocou fundo nos corações, ficam por uma semana ou duas, verificam que eu não tenho arte para lhes tocar o coração uma segunda vez e seguem viagem, "o tipo prometia tanto, e afinal...".
Dos cem que restam, cinquenta queriam realmente ir ao blog da Pipoca e chegam aqui por engano. Verificam o caminho certo, dizem entredentes "que maçada, hoje nada me corre bem" e seguem para mais um boletim da noiva.
Ficam então cinquenta exigentes leitores, este blog vale cinquenta fiéis leitores, inteligentes, sãos de cabeça, que, em dias em que lhes apeteça são capazes de adivinhar que post escreverei a seguir, são os que realmente conseguem entender a elevada carga subliminar da coisa.
E pronto, basicamente o que me apetecia dizer é que queríamos um avançado com dois metros de altura, o tal pinheiro, e afinal comprámos um médio mais baixo do que eu. E um guarda-redes, quase me esquecia do guarda-redes.
Pipoco e a noção dos limites
Eu até posso ter bebido Caipirão, admito, posso até ter ido de livre vontade a um concerto de José Cid, confirmo, posso ter um blog com um nome ridículo, é certo, posso embevecer-me com músicas francesas de antigamente, está certo.
Agora o que vos posso assegurar é jamais assentará neste meu pulso másculo uma daquelas pulseiras do equilíbrio, ou lá o que é.
Agora o que vos posso assegurar é jamais assentará neste meu pulso másculo uma daquelas pulseiras do equilíbrio, ou lá o que é.
Seis meses e pouco
No dia em que eu me despedir deste blog, imagino um cenário parecido com o final do Toy Story 3, o Andy a afastar-se lentamente e o brinquedo a ficar com um sorriso parvo nos lábios.
(ou então o final do ET, afinal parece-me que o final do ET é capaz de ilustrar melhor a situação)
(ou então o final do ET, afinal parece-me que o final do ET é capaz de ilustrar melhor a situação)
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