18 dezembro 2014

Crónicas do Norte (epílogo, só mesmo pelo gosto do "buzz")

Mas o que eu queria mesmo dizer é que o terceiro dia é o sempre o mais perigoso. Os que, ainda há uma semana, não faziam ideia de como se trava numa pista verde, tornam-se atrevidos. E perigosos, No segundo dia já fazem pistas azuis, descidas em cunha, olhos arregalados e, em lhes correndo bem a coisa, arriscam uma pista encarnada no terceiro dia à tarde. E são um perigo, bem lhes tentamos evitar a trajectória, mas eles agora são invencíveis, podem tudo, ninguém lhes explicou que há uma curva de aprendizagem, que ninguém domina a arte ao fim de três dias. E espalham-se.

Igualzinho à malta dos blogues, que ainda agora cá chegou. E esta era a parte do "buzz".

Crónicas do Norte (II)

Deu-se então o raro caso de eu ter ignorado os sinais da montanha. A visibilidade nula, a neve batida pelo vento, as pistas vazias. Se não fecham as pistas, então não é grave, isto pensava eu, mas sempre deixando o meu programa de percurso aos que ficavam a testar a qualidade dos chás e do chocolate quente e que sabem que não vale muito a pena dizer-me coisas com muitas palavras.

No Pic não sei quê, o ponto mais alto cá do sítio, estavam os russos. E os russos acharam piada a eu e o meu casaco cor de laranja estarmos ali. E ofereceram-me do que estavam a beber e eu aceitei, nunca se deve recusar o que os russos nos oferecem, disso sei eu. Disso e dos sinais das mulheres e das montanhas, embora hoje tenha ignorado os sinais da montanha, creio que já tinha falado nisso. E os russos riram muito quando eu bebi do que me davam a beber, pareceu-me que já esperavam o esgar. Eu aguentei sem me queixar, nunca me queixo, e os russos riram ainda mais, não tanto quanto eu havia de me rir de mim para comigo quando tentava ajudar um dos russos a levantar-se e os amigos do russo iam bebendo daquilo lá deles, enquanto se divertiam a ver o russo a escorergar por ali abaixo e eu e o meu casaco cor de laranja a dar-lhe a mão. Mas disso não sabia eu na altura, Nem o russo, por isso é que ele se ria.

Crónicas do Norte (I)

Habituei-me desde cedo a respeitar os avisos de mulheres e montanhas e nunca me dei mal. As montanhas e as mulheres têm humores próprios e convém saber que nunca as conquistamos, antes se deixam conquistar. Mas, montanhas e mulheres, são generosas, facilitam-nos a vida, avisam-nos quando não é o dia certo, quando não é o caminho certo. E, quando finalmente nos fazem crer que as conquistámos, palpita-nos o coração, ficamos nos píncaros, embasbacados, a pensar que valeu bem a pena o esforço.

Hoje abri uma excepção e dei por mim a ignorar o aviso da montanha.

(Ignorar o aviso de uma mulher, isso nunca. Não me atreveria)

16 dezembro 2014

Os melhores pastéis de nata são os da Aloma

Hoje ajudei duas jovens mulheres nas pistas (tempestade de neve, fraca visibilidade, enfim, sabem do que estou a falar..). E nem sequer eram muito bonitas.

Então? Onde estão todos?

14 dezembro 2014

Pipoco também diz coisas sobre o Hotspot

Paga-se uma ninharia a quem escreve nos blogues, para escrever sobre a coisa. As do costume fazem buzz, de graça. As pessoas passam a saber que a coisa existe, que é o primeiro passo para comprar a coisa. Aposto (e toda a gente sabe que eu não perco apostas) que o Hotspot vendeu mais em duas semanas que nos dois últimos invernos.

Tão fácil que até assombra.

13 dezembro 2014

12 dezembro 2014

Estava aqui a pensar...

...que, depois de andar tudo aos pulos com os calendários dos bombeiros de Setúbal e das miúdas da Cruz Vermelha, quem é que eu escolheria se me apetecesse fazer uma produção do calendário das dos blogues.

11 dezembro 2014

Um dia Pipoco havia de falar sobre o tempo...

Chamonix, France
quinta-feira, 22:00
Nuvens dispersas
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Precipitação: 6%
Humidade: 81%
Vento: 5 km/h
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Parcialmente nublado
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Parcialmente nublado
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Parcialmente nublado
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Parcialmente nublado
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Aguaceiros de neve
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Limpo
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qua
Neve
1°
-2°
qui
Neve
-1°
-3°

Dificuldade em lidar maravilhosamente com a verdade

Só pelo facto de passarmos a ter esta expressão disponível para uso corrente, deliciando-nos quando a proferimos em substituição do agora certamente caído em desuso "mentiroso de merda", só pelo facto de podermos saborear esta deliciosa conjugação de palavras, tranquilamente, enquanto degustamos um cognac e, entre duas baforadas de Partagas nº1, manifestamos desagrado por alguém que temos à  nossa frente nos querer ludibriar, só por isto, vale bem a pena o que nos vai custar o caso BES.

10 dezembro 2014

09 dezembro 2014

Não há nenhum sentido em querer estar-se no sítio de onde nunca se conseguiu sair

Cuca, a boa Pirata, escreveu o que escreveu e deixou-me a pensar no que responderia eu se me perguntassem onde quereria eu estar, fiquei a pensar se responderia que em Patmos, no lugar cimeiro da ilha, a repartir um headphone onde, de uma velha cassete Amália me (nos) cantava ao ouvido, se no fundo do ar, deslumbrado por poder mover-me em três dimensões, se com a mulher que podia ter sido da minha vida, a viver essa poderosa sensação que é a de poder ter tudo e não desejando nada, se ainda no cimo do Blümlisalp, agradecido só por estar ali.

Talvez também respondesse que queria estar em Nova Iorque, as pessoas não compreenderiam se eu dissesse a verdade.

De como os blogues andam aborrecidos, beca, beca, beca...

...e as criancinhas e as árvores de Natal (estaremos nós a criar pequenos selvagens?, beca, beca, beca, deveremos proteger a propriedade alheia? beca, beca, beca...), e a amamentação (sim ou não? beca, beca, beca... e em espaços públicos, será que se pode ou deve existir recato? beca, beca, beca...), e a publicidade nos blogues (beca, beca. beca...), e as sugestões de Natal (serão apropriadas? beca, beca, beca..., e deverão ser adequadas ao target do blogue ou vale mesmo tudo? beca, beca, beca...), e os pipopos (criminalização imediata?, beca,beca, beca..., ou é uma tradição ancestral que deve ser acarinhada?), ...

Post muito lindo

Miudagem, vinde cá, sentai-vos aí em ferradura à beira do cadeirão do Tio Pipoco, que vos deseja dar uma palavra, é escutá-la e a vossa vida mudará para sempre, rios de leite e mel correrão a vossos pés e tudo será bom e gracioso.

Miudagem, o Tio Pipoco bem sabe que vos encheram essas vossas cabeças com amanhãs que cantam lá nesses cursos bizarros que tiraram nas Universidades Católicas desta vida, bem sei que vos anunciaram o sucesso vertiginoso, que alguém vos disse que vos é devido o lugar de CEO ao fim do primeiro semestre de passar pelo escritório. Não obstante, Tio Pipoco cá estará para vos mostrar que não é bem assim, que a coisa dá trabalho, escusais de me invocar as vossas notas brilhantes, na verdade Tio Pipoco leu apenas a última página dos vossos curriculum, só para saber se gostam de esquiar ou se fizeram Erasmus. O resto, miúdos, os prémios de não sei quê, os louvores, as classificações, não interessam nada para esta guerra.

Por isso, miúdos, é trabalhar como se houvesse amanhã. É chegar a horas, é ser gentil, é pedir licença antes de abrirem essas vossas bocas, é esquecer o que os vossos ricos paizinhos vos disserem sobre estarem fadados para o sucesso, é tirar da cabeça o que vos disse a vossa madrinha sobre mudar o mundo, é fazer de conta que nada está ganho, nunca. O caminho é longo e duro, aprenderão o que há para saber se observarem, se perguntarem, se mexerem esses vossos rabos, é observar como fazem os que cá estão, é certo que são mais velhos e não sabem mexer-se nas redes sociais mas, miúdos, são os que mandam e os que decidem se essas vossas cabeças estão capazes de passar ao próximo nível, eu, se estivesse no vosso lugar, escutava-os com atenção.

08 dezembro 2014

Dos amigos que não conhecemos e outras histórias

Muito raramente, de quando em vez, aparece um blogue novo realmente novo, com a justa medida de saberes desses que estão escritos em livros e coisas das nossas vidas, um blogue que nos faz abrir livros e ligações, só porque nos apetece conhecer mais quando nos alertam para o muito que não sabemos.

Que a reflexão não o demore, caro Xilre.

Ulisses, o cão, adopta Cante, o Rafeiro Alentejano

Entretanto

Chegado a casa percebo que alguém me deixou um Rafeiro Alentejano à porta. Cinquenta quilos de cão.

Acho que lhe vou chamar Cante.

06 dezembro 2014

É chegado o tempo

É chegado o tempo em que as dos blogues nos dão sugestões para presentes de Natal, calha eu não conhecer ninguém que compre o que quer que seja por ter lido num blog que sim senhores, a coisa era recomendável, talvez seja meu o defeito, na verdade não conheço mais do que cinco pessoas que frequentem blogues, é chegado o tempo dos posts de boa vontade, do tempo da partilha e da tolerância, tudo com prazo de validade, é chegado o tempo em que as dos blogues desejarão boas festas a todos e as caixas de comentários se encherão de harmonia e boas intenções.

E eu, sem desfalecer, sozinho nesta luta de tentar perceber as mulheres.