04 dezembro 2019

Feliz Natal para todos vós e para as famílias

Não creias que emagreces como a Alexandra não sei quê, que foi à nutribalance e em dois dias perdeu vinte e sete quilos, isto comendo o que lhe apetecia, não creias nos gurus que te fazem repetir em voz alta que tu tens direito a ser feliz e a ser o chefe e a jantar com a Raquel Vanessa, basta não te sair da ideia que tens direito a tudo isso, não creias que te bastam citações adequadas sobre o que disseram Mark Twain e Saint-Exupery, Ford e o tipo da General Motors, para brilhares em conversa de quebrar gelo, não creias que te basta uma tarde no Louvre e outra no Prado para que dissertes sobre génios da pintura renascentista, não creias que um fim-de-semana em Ibiza e outro em Sierra Nevada fazem de ti um viajante destemido, não creias que dez páginas de Ulisses e outras tantas de J Rentes de Carvalho farão de ti um literato, em verdade te digo, Ruben Patrick, escrever um blog como este dá uma trabalheira do caralho.

8 comentários:

  1. ...em contrapartida, Ruben Patrick, como já lá dizia o amado Lincoln:
    A mão que embala o berço, governa o Mundo.

    Eu bem venho aqui, com as minhas subtilezas, dizer ao Tio que ele é o maior, mas de que me vale?! Ele entende? Claro que não!
    Só quer saber lá dos bólides, cujos nomes nem sei dizer, das viagens ao estrangeiro e de citar Ulisses, que nem lá vai nem faz minga...!
    Quisesse o Tio dedicar-se a publicar coisas que derretem o coração das leitoras - como a doçura do borreguinho negro e aquela mão, ai... aquela mão a segurar o biberão... -, e teria o mundo blogueiro a seus pés, sem precisar escrever tanta parvoíce, no blog.

    Se acaso o Tio não entender nada disto, Ruben Patrick, peça-lhe para consultar Dom Xilre, esse sim é que sabe viver...

    Feliz Natal Para Todos.

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  2. Cláudia Filipa4.12.19

    E a trabalheira da anatomia masculina que dá comentar este blog, Ruben Patrick? Nunca, mas é que nunca, te metas nisto, rapaz.
    E quando dá ao autor para, depois de um post de considerável problemática, passar logo para outro, que a comentadora até fica assim sem saber o que fazer à vida?
    Mas este tem ali os votos de feliz Natal, e, olha Ruben, a comentadora vai agora deixar passar as temáticas complexas, vai apenas dizer que escutaria, com atenção, um discurso do autor do Pipoco Mais Salgado, e não seria "derivado" do blogo-afecto, mas porque não existiriam dedos em riste, nem irritabilidades logo à partida, existiria um enquadramento, não se colocaria à margem das situações, identificaria a sua própria quota parte de participação, e, só depois destes preliminares de colocar-se no mesmo barco, diria como, na sua óptica, poderíamos remar, sendo que, remar, em todos os aspectos organizativos em que assentava a vida actual, acabava por ser inevitável ou mesmo fundamental, mas como poderíamos remar melhor. Esta ausência de dedo espetado e acusador relativamente a coisas que são realmente importantes, é, para mim, um pormenor que faz toda a diferença, e esse importante pormenor aparece muitas vezes aqui, a brincar a brincar, a parecer que é tudo muito "leve e fresco e displicente", diz muito mais coisas "a sério" do que muitos que pretendem ser sérios.
    E pensar que quando descobri este blog, ali nos primeiros tempos, até entrar na atmosfera da coisa, não lhe achei piada nenhuma. É verdade, Ruben, vou contar-te uma coisa que nunca disse ao autor deste blog, sabes como é que o Pipoco Mais Salgado me cativou definitivamente? Então, vinha eu toda muito de rabo alçado, nessa altura não comentava, certa de, mais uma vez, não lhe ir achar graça nenhuma, e estava aqui um post com uma data de comentários e eu a lê-los, e, num desses comentários, uma pessoa, em modo anónimo, perguntava qualquer coisa como, que graça é que tinha vir comentar alguém que nunca respondia, foi então que vi aquele verde inconfundível com que o Senhor do espaço se apresentava e apresenta e li a resposta, espero que, como o que marcou foi o sentido de humor da ideia, não esteja a alterar a frase: "Ora anónima, é como falar com Deus", e foi assim que, cá estamos, quase no fim de dois mil e dezanove e parece que foi ontem, e eu aqui estou a terminar este longo postal de Natal, que vai terminar igual ao seu título: Feliz Natal para si e para a sua família
    (um feliz Natal também para ti, Ruben Patrick)

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    1. Cláudia Filipa4.12.19

      * Emenda de erro de estimação:
      "quota-parte"
      Como, entretanto, li o comentário da Janita, também ficou a apetecer-me, fora do "postal de Natal", que é, publicamente, só para si, desejar um feliz Natal a todos.
      E, pronto, saio já.

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  3. Lucilia4.12.19

    Trabalheira do caralho é de homem

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  4. Calma.

    *Feliz Natal* no início de Dezembro significa férias antecipadas até à passagem de ano.

    Acresce, pobre Ruben, que o Pipoco deixou dois conselhos que na minha modesta e casta opinião são complementares, e possivelmente fungíveis:

    - Há uma rapariga, Raquel. Atenta que juntando-lhe Vanessa pode sugerir que não é exactamente uma ou que não é necessariamente rapariga. Terás de ser tu a pesquisar. Aprendi a lição com a Ami não sei quantos. Usa um PC descartável e uma máquina virtual. Hoje em dia os anti virus pouca valia têm.

    - Há uma última referência a grande actividade gonadal que claramente remete para perigoso onanismo.

    - Ora, por experiência própria, e estimando que ficarás abandonado à tua sorte enquanto o Pipoco orbita, sugiro gel com fartura e moderação do entusiasmo enquanto bates no palhaço a ver a Vanessa e a Raquel. Tira alguns minutos para esticar as pernas e repor fluídos.

    E é assim. O Pipoco é sempre parco em conselhos mas felizmente por aqui passei, diria que feliz e oportunamente.

    A propósito, evita Lupanar. Actualmente nunca se sabe se estamos a ser filmados. Mas isto sou eu que sou tímido e uso uma máscara de esqui, daquelas que os rapazes do SCP e os assaltantes à mão armada usam com toda a probidade.

    Abraço, e boas maratonas (nunca esqueças, isso não são os cem metros barreiras).

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  5. Anónimo5.12.19

    O caro Onó já parece o Impountual a escrever. Só parece, porque o I não usa essas insinuações sórdidas...

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    1. [perplexidade inundando os interstícios da minha débil mente]


      Confesso ter sentido necessidade de inteirar-me da acepção de sordidez que poderia relevar nos meus humildes conselhos ao pobre Ruben, que bem necessitado está de um co-orientador.

      Nesse desconfortável enleio senti uma outra intensa compulsão: afinal o que significa calão? É lícito pensar assim quando um intelectual como o próprio líder do PCP se interroga a respeito da Coreia setentrional afinal o que é uma democracia?

      Li e reli o meu bem-intencionado opúsculo [estou nisto vai para cinco horas e doze minutos] e no entanto continua a escapar-me o carácter sórdido das insinuações.

      Há pouco mais de dez minutos senti o hálito do taumaturgo nos intestinos. Ah!, pensei, tão exausto quanto excitado, Sexo! Porra! Ora, nos ditames da classe clerical o Sexo é obviamente sórdido em qualquer das suas manifestações, moral, física, imaginada. Bem, na questão física têm a sua razão.

      Reconheço agora o meu erro. Ruben, meu pobre amigo, sempre que pensares na Raquel, na Vanessa ou em Terras de Lupanar, vai dar uma corrida (corrida mesmo!, pernas em movimento rápido) e toma um duche frio. Não uses a banheira. É demasiado lúbrica para as almas mais castas e o Santo Padre ainda não decidiu se os "humanistas seculares" vão para algum lado após o seu falecimento. Afinal Paraíso, Inferno e Purgatório são para crentes bem e mal comportados, não para esse flagelo dos ateus. Vão para lado nenhum e depois que se amanhem sozinhos, bem merecem.

      Desculpo-me pela prédica.
      Sentia uma incontrolável vontade de desabafar após tantas horas de meditação ao som de prélude à l'après-midi d'un faune. Era isto ou ver um porno asiático, que podia dar mau aspecto aqui no ministério - embora suspeite que no gabinete à esquerda do meu algo estranho se está a passar - não tem mal, amanhã tudo se saberá, e diz-se por aí que a Paciência anda de braço dado com a Virtude, as lascivas...

      Abraço, minha cara.


      ---
      [senti falta destes debates. S. Cristóvão é bom companheiro de viagem, excelente ouvinte mas parco em conselhos úteis]

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  6. Como assim? Então, mas isto não é só escrever contínua e repetidamente o mesmo post?

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