23 maio 2018

Roth, Philip Roth

Quando os meus heróis se vão, quando me faltam os que me convocaram para o exercício de pensar, mais do que lamentar a perda, agradeço as suas obras terem feito de mim uma pessoa diferente.

7 comentários:

  1. Cláudia Filipa23.5.18

    Este seu post diz tudo num resumo perfeito. E agora eu vou escrever, escrever, vai ter de ser...

    Se a pessoa que escreve este blogue, através de alguns posts, não
    o tivesse apresentado, daquela forma meio brincalhona, meio provocadora, que fazia uma distinção entre quem lia Roth e quem não lia, sei que, no ano passado, não teria pegado, até assim com um sorriso quase a rir, num livro amarelo torrado com o desenho de uma maçã preta, que se atravessou no meu caminho quando procurava outra coisa, sei que não teria tido aquele impulso de juntá-lo à outra compra.
    Já tinha anotado um outro livro do autor, aquele tipo de situação de pôr na lista para ler um dia, mas ninguém me tinha falado de Philip Roth, nem com entusiasmo, nem sem ele, e eu acho que a probabilidade deste autor ir ficando, apenas, na lista, e isto é mesmo assim, seria muito grande, se um dia não tivesse encontrado este blogue, é que há uma quantidade, que nunca mais acaba, de livros que penso que já deveria ter lido e ainda não li, Philip Roth ia ficando em espera. Mas, foi aqui mencionado, mais do que uma vez, de formas diferentes, e o essencial claro que foi apresentá-lo como coisa de valor para a pessoa que escreve este blogue, independentemente de mais prémio menos prémio. E um dia isso fez com que ultrapassasse todos os outros da minha lista, e o que aconteceu foi que gostei tanto, mas mesmo tanto que, a seguir, li logo outro livro do mesmo autor, o tal que estava na lista, e que, para mim, claro, passou a ser, apenas, um dos melhores livros que já li, e, acho difícil perder os primeiros lugares do meu top mais, por mais livros que leia, quer aquele livro, quer este autor, Philip Roth.
    Foi, portanto, um contágio feliz, e, mesmo que quem escreve não tenha essa intenção, é também para coisas assim que servem os blogues.
    Não vou violar a privacidade de ninguém a não ser a minha, ao dizer que, toda contente, fui a correr contar isto ao autor do Pipoco através da caixa de correio e juntei uma enorme (mesmo enorme) dissertação sobre o que tinha lido, "pobre Pipoco", pensarão as pessoas que estão a ler isto, pois, não é por acaso que já aqui tenho dito que acho que esta pessoa tem muito bom coração e muita paciência, não, não conseguem imaginar o tamanho da dissertação, mas também não conseguem imaginar o quanto gostei de escrevê-la, de partilhar aquelas ideias com quem, afinal, me tinha posto a ler aquele autor.
    Este comentário também já está na linha daqueles que nunca mais acabam, mas, senti mesmo muita vontade de deixá-lo aqui, acho que Philip Roth teria gostado de saber que se tornou um dos meus autores preferidos, que, entretanto, já tenho aqui mais dois livros dele, que, actualmente, tenho de fazer um esforço para intercalar e não ler só Roth. Também quis mesmo muito, senti mesmo muita vontade de deixar aqui este meu obrigada. Obrigada, muito, a Philip Roth, pelas obras, e à pessoa que escreve este blogue, pela forma como o foi apresentando, por ter espicaçado a minha curiosidade. Obrigada por este tipo de enriquecimento, sem preço.

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    1. Se apostou que me emocionaria, ganhou a aposta.

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    2. Anónimo25.5.18

      Uau Cláudia Filipa... gosto mesmo da forma e do que escreve.

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  2. Todos os anos, por altura do Nobel da Literatura, dizia para comigo: é desta. Há longos anos que apostava sempre nos mesmo cavalos. Todos os anos não acontecia. Todos os anos, por essa altura, não conseguia ficar triste, decepcionado ou com qualquer sensação de injustiça, talvez porque eu próprio já lhe tinha concedido todos ou louros.

    https://oimpontual.blogspot.pt/2016/10/assobiando-hard-rains-gonna-fall.html#comment-form

    Bom dia Don Pipoco e Don(a) Cláudia.

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  3. Ontem quando li a notícia lembrei-me de si. Foi este blog que despertou a minha curiosidade pelo Roth. Como não escrevo tão bem como a Cláudia, faço minhas as palavras dela.
    Curiosamente, recebi hoje uma encomenda de livros que esperava há largos dias; dentro do caixote vem um livro dele.

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  4. Sim, ver o Mundo pelo olhar de Gigantes, Roth e tantos Outros.

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  5. Pena enorme, perda imensa.

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