20 abril 2018

Está de volta o post das oito

Gosto de afastar a ementa em vez de colocar os óculos que ficaram em casa, de ler blogs de antigamente, de tentar explicar coisas da física num guardanapo de papel, de fazer de conta que não sei onde deixei as coisas (mas sei), de arremessar pinhas e ver o meu cão ir buscá-las ao meio das giestas, de tomar banho de água fria, de carros que andam depressa mas travam bem, de cantar músicas do José Cid quando ninguém está a ver, de jogos que o Sporting ganha nos penalties, das músicas do Streets of Fire quando conduzo em rectas do Alentejo, do Musée d'Orsay quando não estão lá chineses, de estar a ler muitos livros ao mesmo tempo, de jantar sozinho em Madrid e acompanhado no Porto, de pessoas que me abraçam com força, de comer fruta das minhas árvores, que me perguntem se preciso de alguma coisa e eu respondo que não, até amanhã, de cerveja gelada bebida pela garrafa, do sketch do "homem a quem parece que aconteceu não sei quê", de perder um jogo de xadrez com pessoas a quem eu ensinei as regras.

Não gosto do Berlin (do La Casa de Papel) nem de ir e vir a Londres no mesmo dia.

5 comentários:

  1. Lindo, Tio Pipoco, lindo!!

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  2. Anónimo20.4.18

    Só falta responder a “que dizem os seus olhos”

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  3. O que são "blogs de antigamente"?

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  4. Nem mais!

    Exceptuando os eternos, inoportunos, dir-se-ia até nefastos - à guisa de exactidão -, *problemas das mulheres*, corre tudo pelo melhor.

    Há perder jogos de xadrez e depois há perder mesmo jogos de xadrez, contra intelectos tão magnificamente próximos e tão platonicamente superiores (sim, sim, bem sei, é como diz ali no canto inferior esquerdo, xadrez não é sinónimo de intelecto; o inverso talvez seja).

    É sempre, sempre mesmo, um magnífico prelúdio! O pobre pastoril paladino, locução aliterante no esforço, barbaramente subjugado pela Rainha de Negro, uma mão no chicote, apertado spandex escuro profundo, cabelo irrestrito pelas costas, olhar ameaçador, outra (mão) na empunhadura de um poderoso d.... tão vil quanto sombrio, como se ferindo a textura da própria realidade no modelo do nosso/meu pequeno cérebro, o maldito d.... de necker.

    f......
    quando são quatro ou seis mãos não é necessário tanto aparato.

    começa sempre assim, nas pequenas coisas...

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