27 junho 2015

Não me perguntes como sei eu estas coisas, Ruben Patrick.

Um dia perdes-te por causa disso do amor, Ruben Patrick. Não será no momento em que a levares a jantar num restaurante de moda e cada um comer morangos que o outro lhe levará à boca nem será quando fizerem batalhas de almofadas de penas num hotel demasiado caro, antes de bom sexo, sequer será quando fizerem o número de quem desliga primeiro o telefone.

Um dia perdes-te de amor mesmo a sério e nem saberás de que terra és, farás coisas sem nexo, terás os nervos sempre eriçados, nada mais contará senão o que ela faz, o que ela pensa, sairás de casa sem casaco, vais esquecer-te de almoçar (e era um pargo tão bom...), chegarás a casa mais tarde porque deste por ti numa estrada secundária e nem sequer vinhas ao telefone a resolver os problemas do mundo, Jameson novo vai saber-te pela vida, jantarás em restaurantes baratos, não te preocuparás se ela tiver livros de Paulo Coelho no carro (mas desviarás o olhar...).

18 comentários:

  1. Anónimo27.6.15

    Jameson novo é parte da minha dieta. E não me queixo: é até onde posso ir, com prudência elementar, no dia-a-dia. E é o que é, coisa honesta. O que não significa o desconhecimento das coisas (verdadeiramente) boas da vida.

    Agora livros do Paulo Coelho... Do Paulo Coelho (que, suponho, andarão por estes dias grafados em acordes). Não, desviar o olhar não bastaria.

    Não poderia bastar.

    Costa

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  2. "num restaurante de moda e cada um comer morangos que o outro lhe levará à boca nem será quando fizerem batalhas de almofadas de penas". Cruzes credo, nosso Senhor nos valha nesta hora de tormenta. Um garfo espetado num olho pode ser o desfecho dessa coisa dos morangos. Ir parar às urgências por penas a entupir o sistema respiratório também é algo a considerar.

    "e era um pargo tão bom..." Ahahahahahah

    Caro Pipoco, deixe-me que lhe diga que existem uns telefones muito bons que já resolvem os problemas do mundo sem a nossa ajuda (temos mais tempo para comer o pargo bom). Dizem que são smarts...

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  3. Cláudia27.6.15

    Ah! agora sim. Pipoco, a arrancar suspiros, diz que há setenta anos.
    Este é texto que se quer sem mácula. Em podendo, devia fornecer de "n" a estrada secundária. E antes que...ah! e tal, a gente estava mesmo a ver..., é transformar aquele "ele" que se atreve a ler livros de Paulo Coelho, na última frase, numa "ela".

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    1. Anónimo27.6.15

      Talvez seja para ser ele, Cláudia. Será que o tio está novamente a pressionar os botões de cada um? hmmmmmm....

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    2. Sempre atenta, Cláudia. Que o Senhor a conserve.

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    3. Anónimo27.6.15

      Ohhh... afinal era ela.
      Afinal havia outra...lá lá lá...

      Tio, verei um dia os mais de 50 géneros abordados aqui neste seu sítio especial?

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  4. Anónimo27.6.15

    Claudiazinha, também reparei no pronome e na ausência do n, mas no estado de inquietação em que Pipoco se encontra ,tem que se desviar o olhar desses detalhes.
    Olha o que havia de acontecer agora aqui , só nos faltava esta coisa, esta causa.

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    1. Anónimo27.6.15

      Menos, 'kida. Mûntu menos.
      O preconceito é sempre um excelente motivo para uma "causa".

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  5. Estamos a falar do gajo que disse isto?
    “Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, porque tudo passa a acontecer dentro de nós.”
    Até que combina com o espírito do post.

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  6. Sempre soube que o meu caro é gentil e sensível, apesar de lhe ser irresistível arreliar as Damas aqui da blogo.
    Abraço!

    (convém alertar o caro Ruben que não se trata de maleita de morte)

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  7. Anónimo28.6.15

    O amor é um lugar estranho...as pessoas perdem-se e gostam....em amando a pessoa certa tem hipótese de ser uma viagem deliciosa, embora curta...porque os morangos não se trocam ad eternum nem tão pouco os hotéis se visitam para sempre! Se conseguir sempre não deixar que a rotina tome conta do que já ninguém consegue tomar conta, então aí será uma viagem sem fim...no desapego vive a liberdade, embora fria e calculista...não a liberdade, mas o exercício do desapego! É preciso coragem para amar precisamente porque se deixa de ter o controlo...mas é tão bom...não é?

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  8. Ohhh como o tio pipoco continua a encantar as almas mais desprevenidas e desejosas de seé enfeitiçadas por histórias cor-de-rosa

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  9. Ah, a paixão! essa doença infantil e felizmente benigna!

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  10. Faz atenção, Ruben Patrick!

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  11. Anónimo29.6.15

    Ruben, "..amor é fogo que arde sem se ver, é um contentamento descontente..."
    VW

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  12. Anónimo10.7.15

    e um conselho do ruben patrick ao tio pipoco (segunda e ultima vez)? Vamos?

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