31 outubro 2010

Da genética

Quando eu penso que estou a decidir, já ela me deu três nós cegos que me fizeram decidir o que ela queria que eu decidisse, eu a resistir e ela a passar a mão dela pela minha mão, a derreter-me, eu a desatar o primeiro dos nós cegos, a fechar os olhos só para me focar absolutamente nas palavras dela, ela a acabar de dar o segundo nó cego, eu a argumentar e ela a olhar-me nos olhos, olhar doce, eu a render-me em suaves prestações, quase a achar divertido ela dar-me o tal terceiro nó cego, e no fim, quando finalmente cedo, ela a dizer-me obrigado pai, és um querido.

11 comentários:

  1. as meninas conseguem tudo dos papás :)

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  2. E só tende a piorar. Eu sei, sou filha e tenho duas filhas. Observação em primeira mão ;-)

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  3. Prometeu que te dava metade dos doces?

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  4. Anónimo31.10.10

    Atentando no título impõe-se a pergunta: A miúda sai ao pai ou à mãe?
    (Cheira-me que sai à mãe...)

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  5. A 'perversidade' não é genética. É feminina e aprendida. :)

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  6. Cá em casa passa-se o mesmo. Não sei porque raio os homens não conseguem resistir ás "gajinhas"

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  7. Primeiro seduzimos os nossos pais, com nós cegos e laços de sangue. Depois aprendemos a seduzir o resto do mundo.
    Há quem nos chame "feiticeiras", mas na verdade somos as eternas meninas do papá.

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  8. (Tangerina escreveu um comentário bonito neste blog)

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