09 agosto 2010

Problemas das mulheres

Fazer de conta que "teremos sempre Paris" é uma coisa fantástica

21 comentários:

  1. claro, pois pode ocorrer de você ser pobre ou corno ou um emigrante do Magreb. nesse(s) caso(s), se sua mulher fala que "temos sempre Paris", só pode ser gozação.

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  2. Como se conhecessem todas Paris e para mais de forma bonita e romântica e foram lá todas pedidas em casamento. Pfft.

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  3. pq é viver no passado?

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  4. Exactamente, Clara. O "teremos sempre" soa-me a compensação por algo que nos é devido no presente.

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  5. Não sabia que teremos sempre Paris.

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  6. Para quem more perto do Areeiro, teremos sempre a Avenida de Paris poderá ser uma solução conveniente.

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  7. Fica sempre bem saber uma das falas do filme. É essa e o "I´m the king of the world" do Titanic :P

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  8. No que a mim concerne, a verdade é que terei sempre o Porto. E isso vai-me chegando.

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  9. Bem, bem. No nosso imaginário associamos essa frase a algo que é dito por um homem, Rick. E não, não a "uma coisa fantástica". Talvez a um pequeno tributo da vida em forma de uma memória reconfortante de um tempo que se sabe perdido. Rick tem o cuidado de dizer a Ilsa "um dia vais perceber". Porque ela não percebe. E nós também não. Mas, quando a dureza da separação se esbate, quando podemos lembrar, para além das lágrimas e das cicatrizes de alma, esse tempo e esse lugar onde um dia fomos felizes com o(s) rick(s) das nossas vidas ganham essa dimensão perfeita,mágica. "Paris", todas as "Paris" das nossas vidas são fantásticos. Aquilo que "teremos sempre" é mágoa e saudade. E não fazemos de conta que é outra coisa. A não ser em momentos de grande vazio emocional.

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  10. A mim, o que me serve de consolo é saber que haja o que houver, terei sempre pasteis de nata.

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  11. Anónimo9.8.10

    Sou tão pobretanas que não terei nunca Paris ou outra coisa qualquer, até porque vivo no presente, e o futuro logo se verá.

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  12. Claro que teremos, assim como os homens fazem de conta que terão sempre tesão.

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  13. Mas, no caso do Rick Blaine, ele faz o que é "correcto", em termos do que é mais metafísico do amor/bem maior, ou seja, privar-se da mulher que ama para que ela seja feliz de outra maneira.

    Este tipo de separações creio que deve ser uma % ínfima, em relação aos casos gerais. Até porque, quando ela perceber a coisa, vai-lhe dar mais valor, pelo menos em teoria.

    Daí que o apego a "Paris", em termos de visão mágica do tempo em que tudo era bonito e maravilhoso, será sempre mais amargo em casos de situações passadas não resolvidas pelo melhor.

    E, já que é de citações cinematográficas que se fala, para essa categoria, haverá sempre:

    Scarlett: Rhett, Rhett... Rhett, if you go, where shall I go? What shall I do?
    Rhett Butler: Frankly, my dear, I don't give a damn.

    É marcante, mas é outro tipo de cicatrizante.

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  14. Esse sim, é um problema das mulheres. E dos graves.

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  15. Eu cá terei sempre Lisboa, enquanto ela me quiser.
    Acho que algures por aí, possivelmente numa esquina escura, perdi a capacidade de manter cenários rosa, principalmente os apagados.

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  16. Eu é mais Bruges ou NY e já faltou mais. Hoje apetece-me agradecer-te pelo carinho e por nos divulgares. Obrigada, pipoco.

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  17. Eu terei sempre Londres... Não peciso de Paris para nada.

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  18. O diálogo de "Gone with the wind" que Mak, o Mau, aqui reproduziu, juntamente com este de casablanca:

    Ilsa: I wasn't sure you were the same. Let's see, the last time we met...
    Rick: Was La Belle Aurore.
    Ilsa: How nice, you remembered. But of course, that was the day the Germans marched into Paris.
    Rick: Not an easy day to forget.
    Ilsa: No.
    Rick: I remember every detail. The Germans wore gray, you wore blue.

    Esses, sim, são um problemas para as mulheres. "We'll allways have Paris" é um cliché. Agradável, simpático, nostálgico, mas não mais que isso.

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  19. Mak, o Mau
    É marcante mas acho ainda mais marcante o final:
    "I can´t think about it today. I'll think about it tomorrow...
    After all tomorrow is another day"

    (quase tão cliché como o "we'll always have Paris"

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