11 janeiro 2016
Estavas tu a dormir...
...e eu a aviar o último Roth e a pensar que já lhe li melhor, aconteceu o mesmo com o último Umberto Eco, estavas tu a dormir e eu a achar que era capaz de não ser má ideia dar xeque-mate ao alemão com quem estou a jogar xadrez há duas semanas, aconteceu que durante a noite ele preparou uma jogada que ainda hoje me fará perder o segundo cavalo, estavas tu a dormir e apeteceu-me trabalhar na apresentação que só tem que estar pronta daqui a dois dias, às vezes abro uma excepção e não trabalho em cima dos prazos, estavas tu a dormir e não me pareceu desadequado ir apanhar laranjas, estava a chover e eu fiquei ali de olhos fechados e braços abertos a receber a chuva, estavas tu a dormir e eu não.
10 janeiro 2016
Melchior de Meyrelles
O Melchior de Meyrelles investia demasiado nos preliminares. Demorava-se nos encómios, pagava camarão com caviar Beluga no Gambrinus sem ser preciso, adornava as palavras e, quando elas antecipavam que estava para breve o momento em que o Melchior de Meyrelles finalmente as levaria a ver a vista nocturna de Lisboa a partir de uma suite no Sheraton, ele arranjava maneira de sugerir uma última taça de champanhe no Casino. Esforçava-se por parecer um verdadeiro cavalheiro, perguntando-lhes sobre as coisas delas, mostrando-se um homem sensível e sem pressas de chegar a lugar nenhum. Elas não tardavam a enfadar-se, primeiro um bocejo ligeiro, depois um olhar de relance para o relógio e, sem glória, o Melchior de Meyrelles acabava sempre por ir desacompanhado para Cascais a comparar-se àqueles jogadores da bola cheios de floreados à boca da baliza, sempre com mais uma finta desnecessária, acabando por falhar o golo certo.
Quem acabava por ganhar a noite era o Fábio Vanderlei, o motorista, que não conseguia dizer "batata" duas vezes seguidas.
Quem acabava por ganhar a noite era o Fábio Vanderlei, o motorista, que não conseguia dizer "batata" duas vezes seguidas.
09 janeiro 2016
Moral da história?
Por circunstâncias várias e nefastas que não pretendo escalpelizar por incluírem doenças súbitas de indivíduos que ainda esta madrugada estavam como o aço, amigos com quem sempre falei a desoras subitamente incontactáveis e motivos de força maior alegados em última hora, vi-me na contingência de acompanhar cinco simpáticas meninas ao espectáculo da Pipi que passou hoje no Villaret pelas onze horas da madrugada. Boa cara, que as meninas mereciam que eu fosse o único homem adulto naquela sala, isto se excluirmos os tipos do som e das luzes (são sempre homens, há que ver isto) e o próprio pai da Pipi, um temível capitão pirata (aqui a quota está mais equilibrada desde que a Cuca se meteu ao caminho).
À minha frente, uns meninos e meninas de um colégio qualquer ocupavam três filas e confraternizavam como só os meninos e meninas da faixa etária seis-oito anos sabem confraternizar, em sossego e ordem, discutindo em voz baixa a informação prévia que tinham recolhido sobre o espectáculo, isto até que uma menina com óculos de lentes redondas começou a chorar porque um dos meninos a magoou porque disse que ela vinha vestida de pijama, isto soube eu porque as outras meninas vieram confrontar o facínora e houve mesmo uma menina de cabelos compridos e laço maior que as outras meninas que apontou para o desgraçado e lhe disse que ele era um bruto e que agora a amiguinha estava a chorar, até que o rapazinho foi pedir desculpa à menina dos óculos redondos e disse que estava a brincar que não parecia nada que ela tinha vindo de pijama à festa, e repetiu até que a menina dos óculos redondos acreditou no menino e deixou, finalmente, de chorar.
Eu fiquei a pensar que é melhor que a menina dos óculos redondos nunca mande em coisas importantes porque a verdade é que aquela roupinha que ela trazia vestida parecia mesmo um sacana de um pijama.
Moral da história?
À minha frente, uns meninos e meninas de um colégio qualquer ocupavam três filas e confraternizavam como só os meninos e meninas da faixa etária seis-oito anos sabem confraternizar, em sossego e ordem, discutindo em voz baixa a informação prévia que tinham recolhido sobre o espectáculo, isto até que uma menina com óculos de lentes redondas começou a chorar porque um dos meninos a magoou porque disse que ela vinha vestida de pijama, isto soube eu porque as outras meninas vieram confrontar o facínora e houve mesmo uma menina de cabelos compridos e laço maior que as outras meninas que apontou para o desgraçado e lhe disse que ele era um bruto e que agora a amiguinha estava a chorar, até que o rapazinho foi pedir desculpa à menina dos óculos redondos e disse que estava a brincar que não parecia nada que ela tinha vindo de pijama à festa, e repetiu até que a menina dos óculos redondos acreditou no menino e deixou, finalmente, de chorar.
Eu fiquei a pensar que é melhor que a menina dos óculos redondos nunca mande em coisas importantes porque a verdade é que aquela roupinha que ela trazia vestida parecia mesmo um sacana de um pijama.
Moral da história?
08 janeiro 2016
Sonhei com Lamborghinis roxos
Eu, que sei porque é que se fala no gato de Schopenhauer, que sei a Carmen de Ravel de trás para a frente, que me comovo com a beleza da harpa na Patetica de Beethoven, que sei que no final do "Os gatos não têm vertigens" a Eunice Muñoz acaba por se afeiçoar ao miúdo, que sei que Tertuliano Máximo Afonso e Daniel Santa-Clara são os sósias de "As intermitências da morte", que sei de cor os homónimos de Pessoa, não faço a mínima de quais foram os critérios para o José Rodrigues dos Santos ganhar o prémio Saramago este ano.
07 janeiro 2016
Pipoco, modo reflexivo
O melhor indicador do nível de civilização de um povo é a forma como os seus taxistas se comportam no trânsito em dias de chuva.
Coisas dos blogs
Não há melhor amigo para a caixa de comentários que a escrita inteligente. Uma palavra errada vale três comentários adicionais a justificar a vida própria do tal telefone, que nos troca as palavras.
Escreve um post à mesma hora durante seis dias seguidos. Ao sétimo dia não publiques rigorosamente nada e diverte-te com o pavloviano pico de audiências às oito e meia.
Escreve um post à mesma hora durante seis dias seguidos. Ao sétimo dia não publiques rigorosamente nada e diverte-te com o pavloviano pico de audiências às oito e meia.
06 janeiro 2016
Igualdade, já!
O Lourenço levanta ali naquilo lá dele um tema de valor. A coisa vai aquecer na caixa de comentários, evidentemente. Eu sei disto porque eu próprio irei lá debater.
A questão que o Lourenço não levanta, porque aquilo lá dele é uma casa séria, é que nós, homens também temos direito à indignação. Devemos por os olhos nesta luta das mulheres que não têm jeito para a banda desenhada e, apesar disso, arranjaram maneira de entrar na lista de finalistas (uma lista mais esticadinha, evidentemente) e iniciarmos aqui e agora a luta, justíssima, ninguém fala nestas coisas mas felizmente eu estou cá, disponível para levar a cabo as lutas que realmente valem a pena, que nos fazem evoluir enquanto civilização em particular e enquanto melhores pessoas em geral.
É pois chegada a hora de questionarmos porque somos nós, homens, segregados quando se trata de eleger os melhores blogs de roupas? Porque razão estamos sempre fora das listas de convidados para as noites de lojas abertas na Rua Castilho? Porque é que as marcas de roupa de criança não se lembram de nós para divulgar aquelas coisas com laços nem concebem que nós gostemos de andar vestidos com roupa igual à nos nossos filhos? Nós também os vestimos, caramba. Com calções curtos em dia de chuva e com cores que não combinam muito bem, é certo. Mas é isso razão para sermos ostracizados pela Zara Kids? Não seria pedagógico, para além de promover a igualdade de género, recebemos uns batons para sortearmos pelos nossos leitores?
Homens dos blogs, acção, já! É chegada a hora! Todos para a rua, manifestemo-nos!
(e eu à chuva aqui no Bonfim...)
A questão que o Lourenço não levanta, porque aquilo lá dele é uma casa séria, é que nós, homens também temos direito à indignação. Devemos por os olhos nesta luta das mulheres que não têm jeito para a banda desenhada e, apesar disso, arranjaram maneira de entrar na lista de finalistas (uma lista mais esticadinha, evidentemente) e iniciarmos aqui e agora a luta, justíssima, ninguém fala nestas coisas mas felizmente eu estou cá, disponível para levar a cabo as lutas que realmente valem a pena, que nos fazem evoluir enquanto civilização em particular e enquanto melhores pessoas em geral.
É pois chegada a hora de questionarmos porque somos nós, homens, segregados quando se trata de eleger os melhores blogs de roupas? Porque razão estamos sempre fora das listas de convidados para as noites de lojas abertas na Rua Castilho? Porque é que as marcas de roupa de criança não se lembram de nós para divulgar aquelas coisas com laços nem concebem que nós gostemos de andar vestidos com roupa igual à nos nossos filhos? Nós também os vestimos, caramba. Com calções curtos em dia de chuva e com cores que não combinam muito bem, é certo. Mas é isso razão para sermos ostracizados pela Zara Kids? Não seria pedagógico, para além de promover a igualdade de género, recebemos uns batons para sortearmos pelos nossos leitores?
Homens dos blogs, acção, já! É chegada a hora! Todos para a rua, manifestemo-nos!
(e eu à chuva aqui no Bonfim...)
É mais isto, Tio Pipoco...
Orienta-te. Aprende a jogar poker. E a falar inglês. Vai ajudar-te a perceber melhor as camones na esplanada. Não te comprometas com nada. A não ser pagar as quotas do glorioso. Lembra-te de que contigo a coisa está mais ou menos controlada. Não peças factura, esses cabrões nunca vão saber onde gastas o teu. Não telefones, manda mensagem pelo face. Pergunta primeiro quanto é que pagam. Não aceites qualquer coisa, tens a tua dignidade. Mais vale ficar em casa. Sê gentil com os mais velhos. Dão melhores gorjetas. Luta por causas. Faz like naquilo dos refugiados. Informa-te. A Bola tem uma página só com notícias do mundo. Viaja. Conhece o mundo. Benidorm e Ibiza. Usa as mãos enquanto beijas. Tem uma opinião própria, sê original. Quando te perguntarem CR7 ou Messi, responde Neymar. Ou Jonas. Não votes, os gajos são todos iguais. Ou então vota no Tino de Rans, é um voto de protesto e o gajo tem piada. Se te enganarem, não reclames por escrito essas merdas não dão em nada. Se pensares, não digas. Se disseres, não escrevas. Se escreveres, não assines.
Mais do mesmo
Endireita as costas. Não uses gravatas com riscas quando usas camisas com riscas. A não ser que te apeteça. Come fruta com casca. Lê pelo menos um livro de Júlio Verne. E outro de Saint-Exupery. Mas não o Principezinho. Vai pelas escadas. Não chegues atrasado. Não digas a uma mulher que a amas se isso não for rigorosamente verdade. Ainda que isso te custe uma noite de bom sexo. Ouve as pessoas, mesmo as que não te te acham especial. Ouve principalmente essas. Não comas pipocas no cinema. Conduz do lado certo da estrada. Sim, o lado direito. Joga na roleta. Se gostares muito, não jogues mais. Guarda os teus discos de vinil, mais tarde ou mais cedo voltarão a usar-se. Tal qual as gravatas. Aprende qual é o copo de água e o copo de vinho. Quando souberes, aprende qual é o copo de vinho tinto e o de vinho branco. Vai ser-te útil. Usa as palavras com parcimónia. Ri alto. Desliga o telemóvel ao fim de semana. E nas férias. E às refeições. E no cinema. E sempre que puderes. Beija de olhos fechados. Faz uma coisa de cada vez. Ninguém sabe fazer duas coisas ao mesmo tempo. Ninguém. Resolve um problema por dia. Mas resolve mesmo. Ao fim de um ano resolveste trezentos e sessenta e cinco problemas. Trezentos e sessenta e seis se for este ano. Aprecia Fellini e Bergman. Abraça os teus filhos. Mesmo que sejam mais altos do que tu. Aprende a usar o poder. Nunca o uses. Se não estás a ver o problema, talvez o problema sejas tu. Lê os posts até ao fim. Principalmente. Estes. Que parecem mesmo. Especiais. Intimistas. Mas qualquer um. É capaz de os fazer. Se calhar. Já chega. Já se percebeu. A ideia.
05 janeiro 2016
Se eu fosse rico...
... mas rico mesmo a sério, não é isto de beber Barca Velha uma vez por outra e Pera Manca quando os tempos recomendam frugalidade, não havia de fazer voltas ao mundo nem comprar um ou dois Aston Martin, nem sequer havia de jogar no casino de Monte Carlo ou ter casa num bairro caro de Paris.
Se eu fosse rico, mas rico mesmo a sério, comprava uma cabana de madeira junto a um lago na Noruega e havia de passar ali o dia a pescar e a escrever e a ler e a cozinhar e a não pensar em nada.
Também podia ser na Ilha das Flores.
Se eu fosse rico, mas rico mesmo a sério, comprava uma cabana de madeira junto a um lago na Noruega e havia de passar ali o dia a pescar e a escrever e a ler e a cozinhar e a não pensar em nada.
Também podia ser na Ilha das Flores.
Que livro se dá a ler a um homem que nunca leu um livro?
Ontem conheci um homem que disse que nunca leu um livro. Tirando os livros do curso, ressalvou. Algumas pessoas não acharam estranho que aquele homem nunca tivesse lido um livro, afinal de contas aquele homem manda em muitas coisas e as pessoas tendem a não achar estranho o que dizem os homens que mandam em muitas coisas. O meu gesto reflexo foi afastar-me daquele homem que nunca leu um livro, depois tive pena dele, uma espécie de compaixão igual à que sinto pelas velhinhas com ar perdido no aeroporto de Madrid que não encontram a porta do voo para Ibiza. Perguntei-lhe porquê e o homem que nunca leu um livro estranhou, os homens que mandam em muitas coisas tendem a estranhar quando lhes perguntam porquê, ainda assim respondeu-me "porque não tenho tempo", acho que só me respondeu por achar que eu também mando em muitas coisas. Menos do que ele, evidentemente. Cismei que aquele homem havia de ler um livro escolhido por mim, se as mulheres acham que podem mudar os homens sem moral sexual, eu também tenho cá os meus desafios. Terei que ser cuidadoso, uma vez uma mulher disse-me que não gostava de ler e eu disse-lhe que a ajudava e tínhamos que começar pelo princípio e ofereci-lhe um desses livros que ajudam a formar as primeiras sílabas, tinha o Mickey na capa e tudo, e ela não apreciou o meu refinado sentido de humor e eu lamentei a minha imprudência porque ela tinha o melhor par de mamas do distrito de Lisboa. Quiçá de Setúbal.
04 janeiro 2016
Tomara que chova
Ontem fui correr à chuva. Calcei os meus ténis amarelos e fui correr à chuva. É uma das vantagens de se ser adulto, a minha mãe nunca me deixava correr à chuva. Claro que não disse à minha mãe que tinha corrido à chuva, não vale a pena preocuparmos as mães com coisas que sabemos que elas haviam de não gostar. Se a minha mãe soubesse, recomendaria prudência, basta que eu passe com o carro pelas poças de água e lá está ela a recomendar prudência, nunca se sabe se a poça é muito funda. Eu só passo com o carro pelas poças de água se não houver pessoas perto da poça. Nunca me preocupei muito com a profundidade da poça. Acho que as mães não gostam que andemos à chuva. Já com o meu pai, a coisa é diferente. Quando íamos à bola, às vezes chovia. O meu pai dizia que, se apanhava chuva quando ia trabalhar, podia muito bem apanhar chuva quando me levava à bola. Eu concordava, aquele era o tempo em que eu concordava com o meu pai, tal como este é o tempo em que eu concordo outra vez com o meu pai. Quando saíamos de Alvalade vínhamos molhados, no estádio antigo chovia em cima das pessoas. Podia-se levar chapéus de chuva, embora eu e o meu pai o deixássemos sempre no carro. Quando saíamos muito molhados demorávamos mais na roulotte das bifanas e ligávamos o ar quente, a chauffage, no máximo, para chegarmos a casa secos. A minha mãe fingia que acreditava que não nos tínhamos molhado e era por isso que nos dávamos bem.
Ontem a minha mãe ligou-me quando eu estava a sair do concerto de ano novo. Não me lembrei que estava a chover e atendi. As mães sabem sempre os dias em que apanhámos chuva.
Ontem a minha mãe ligou-me quando eu estava a sair do concerto de ano novo. Não me lembrei que estava a chover e atendi. As mães sabem sempre os dias em que apanhámos chuva.
E foi assim que tudo se passou
O tipo do bar explicou-lhe, com palavras sábias e avisadas, que a coisa levava gin. E vodka. E tequilla. Ela fez sinal para que o tipo do bar lhe servisse a coisa, enquanto dançava. Eu fiquei por ali mais um pedaço, enquanto a música era igual à do Jamaica. Depois perdi-a de vista.
No dia seguinte cruzei-me com ela, é difícil não meter conversa com quem toma o pequeno-almoço às oito e meia da manhã no primeiro dia do ano. Disse.me que a noite foi aziaga. Que tomou um chá preto antes de se deitar. E o chá caiu-lhe mal. Disse ela.
No dia seguinte cruzei-me com ela, é difícil não meter conversa com quem toma o pequeno-almoço às oito e meia da manhã no primeiro dia do ano. Disse.me que a noite foi aziaga. Que tomou um chá preto antes de se deitar. E o chá caiu-lhe mal. Disse ela.
03 janeiro 2016
E una bottiglia di rum...
Do nada, agitando-me estes dias de modorra que decidi passar ao largo do porto de Zurique, chegam-me más novas do Golfo da Biscaia. Os ventos dizem-me que façanhudos piratas liderados por Cuca, a Pirata, essa inviolável donzela que muitos bravos dos mares salgados, mais sábios do que eu, juram ser apenas uma lenda, Cuca, a Pirata, dizia eu, bate-se com galhardia com um conjunto de amazonas, trazidas pela corrente da Sibéria e arrastadas pelas forças favoráveis do Suão, que pretendem surripar-lhe Andramhir, esse valoroso mestre da culinária que sabe enfeitar a travessa e vai comprar uma panela de pressão para ver se cozinha mais depressa a vaca Mu-Mu. O tempo é escasso e desta Zurique, terra de mar salgado, só zarpam navios de grande calado e toda a gente sabe que calado não é pronome que me assente, de maneiras que a situação se me afigura bastante desfigurada. Mas cá vou uma vez mais promover a concórdia, ciente da tarefa quase impossível mas portador de informação confidencial, se vos contasse teria que vos matar a seguir: Andramhir está na minha cozinha, confeccionando lautas iguarias que havemos de acompanhar com vinhos romenos. E Mu-Mu, a vaca, é uma impossibilidade estatística, toda a gente sabe que nos blogs não há vacas.
(e agora vou ver se percebo alguma coisa do que já se passou nesta história, não vá eu ficar mal no retrato, que é coisa que ninguém quer, perguntem a quem quiserem...)
(e agora vou ver se percebo alguma coisa do que já se passou nesta história, não vá eu ficar mal no retrato, que é coisa que ninguém quer, perguntem a quem quiserem...)
02 janeiro 2016
À atenção do The Literary Man Hotel
Na estante à esquerda de quem entra, a biografia de Churchill está encostada ao Mein Kampf.
Fui eu.
(sim, o tipo que pediu um gin com gelo que não tivesse frutas lá dentro...)
Fui eu.
(sim, o tipo que pediu um gin com gelo que não tivesse frutas lá dentro...)
Zapping entre a Sporting TV e a RTP 1
Em nome da nossa memória colectiva, alguém tire o Herman da minha televisão.
Agora.
Agora.
Pipoco também toma decisões de ano novo
Todos os que seguem atentamente a minha obra têm conhecimento da minha relutância em tomar decisões de ano novo, com excepção da única que venho religiosamente cumprindo há muitos anos, sem falhas, aguentando a decisão até ao último segundo do ano, imperturbável, resistindo às dificuldades, enfim, com tenacidade.
Sim, mais uma vez a minha única decisão para o ano novo foi ser imortal.
Sim, mais uma vez a minha única decisão para o ano novo foi ser imortal.
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