01 outubro 2018

Esta noite sonhei com Lamborghinsi roxos

Que nunca tinha visto Baremboim tão pouco exuberante, talvez fosse o coração venezuelano a empatizar com o sofrimento do seu povo, comentava-me o cavalheiro que me calhou em sorte no banco ao lado do meu enquanto batíamos frenéticas palmas entre os dois últimos andamentos da Décima de Beethoven, o perfil do homem,  papillon a condizer com o lenço de seda que trazia ao pescoço, fez-me lembrar o Grito, a obra-prima de Goya, talvez vos lembreis melhor se vos disser que inspira a máscara dos activistas do Anonymous, quando finalmente Baremboim conseguiu voltar a palco para dirigir um último encore da sinfonia, convidou-me para um Rusty Nail no bar do La Fenice, infelizmente estou numa fase em que dispenso o gin, coisa passageira, espero eu, a última vez que deixei de gostar de gin ainda o gin se pagava em escudos, foi no dia em que perdemos o Euro para a Grécia, o típico beber para esquecer, tal foi a revolta naquela final de Alvalade que nunca mais pus os pés em solo grego, eu que, tirando as lutas de gladiadores, sempre me deslumbrei com a civilização grega, eu que sempre preferi Baco a Dionísio, mas isto vai longa a conversa e o que realmente queria dizer-vos é que este ano não há quem ganhe ao meu Sporting!

7 comentários:

  1. <3

    (Se este não é o comentário perfeito, não percebo nada de comentários perfeitos :DDD)

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  2. Anónimo1.10.18

    keep dreaming.

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  3. Anónimo1.10.18

    ali naquela cena da derrota frente aos gregos...: veja lá bem se não pagou as minis em euros...

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  4. O argentino que toca muito bem mas, infelizmente, nunca chegará à décima sonhada. O homem que parecia o grito do Munch estaria certamente a imaginar os massacres do Goya, eu se me visse ao lado de qualquer um deles fugia para beber uma cervejinha paga com euros, enquato os há! E, lembrar-me-ia da final do 2004 que perdemos no estádio do Benfica. Não me alongo mais para não tirar o gosto à Mirone mas realmente sonhar com um Sporting invicto é desafiar o impossível.

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  5. "O meu Sporting!"?!!

    De echopraxia a religião, as coisas não podem estar bem.
    Como é possível conciliar, sem uma boa dose de negação, educação científica com pensamento mágico-tribal para além da adolescência?

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  6. Anónimo18.10.18

    Boa noite, tio. Não quero estragar o tom melancólico do post com detalhes mas cultura é cultura. Não conheço nenhuma obra de Goya chamada "O Grito", só a de Munch. Percebi mal? Li mal? Não é necessário publicar este comentário (não me apetece ir buscar o mail do anon mauzão). Cumprimentos,

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