04 novembro 2017

Nos últimos dias

Acabei de ler o livro de memórias de alguém que considero genial no seu mister mas não me lembro de quase nada. Para um livro de memórias, é mau sinal.

Devia ser obrigatório ir ver o filme "A paixão de Van Gogh". É uma pequena maravilha, principalmente se tiverem a sorte de a sala estar quase vazia e de ninguém estar a sorver refrigerantes ou a mastigar pipocas.

Fui convidado para o jantar de inauguração de uma pessoa.

Rodrigues dos Santos não é o melhor português, conforme diz lá na badana do livro novo, aconteceu é que ganhou um tal "Prémio Cinco Estrelas". O fiambre Izidoro também ganhou (e o fiambre Nobre é melhor), a Ford também ganhou (e a BMW é melhor) e até a Benfica TV ganhou (e a Sporting TV é incomparavelmente superior).

Creio que, além de mim, que li o primeiro livro, o de Timor, ninguém leu Rodrigues dos Santos, sucede que as pessoas compram para oferecer no Natal àqueles que não conhecem bem e que estão ali no escalão dos que merecem um presente até aos vinte euros, ou seja, oferecer Rodrigues dos Santos é um upgrade à oferta de cinco pares de meias de raquetas dos anos oitenta.

Afinal li mais dois Rodrigues dos Santos, os que tinham o Tomás de Noronha, que é uma espécie de Robert Langdon do Dan Brown. Mas também li um livro de memórias de que não me lembro de quase nada, por isso não esperem demasiado de mim.

14 comentários:

  1. LadyKina4.11.17

    O que é a "inauguração de uma pessoa"?

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    1. ahahahah

      vinha responder a isso, mas depois recordei que tenho andado em más companhias. ia acabar por sair disparate.

      posso confirmar. a obra de JRS é deslumbrante na lareira. os suaves matizes de um sólido amarelo a um quase iridescente violeta.

      a ler, digo, a queimar, pelo menos uma vez na vida.

      preferia ler Wittgenstein, digo, extrair os dentes do siso, novamente.

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    2. Um amigo que pensávamos perdido. Está de volta, há que inaugurá-lo.

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  2. Anónimo4.11.17

    A sporting tv é incomparavelmente melhor em quê? Só se for na boçalidade do Carlos Dolbeth.

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  3. não gostei dos diálogos. Tenho a sensação que aquela malta apostou tanto na imagem que se esqueceu do resto.

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  4. Cláudia Filipa5.11.17

    Conheço algumas, mas a pessoa mais entusiasmada que conheci com os livros do José Rodrigues dos Santos disse-me que o que mais gostava era a quantidade de informação, que era excelente a informação que ele veicula, e, no caso desta pessoa, os livros preferidos nem eram aqueles que têm o Tomás de Noronha, disse-me para, por exemplo, ler A Filha do Capitão.
    Eu continuo sem ter lido um livro dele, ainda não me apeteceu, mas um dia hei-de ver como é, mas já o ouvi, várias vezes, a falar sobre os livros, e a ideia com que fiquei é precisamente essa, que ele não brinca em serviço no que toca à parte de pesquisa, recolha documental, análise, e que tudo isso deverá depois aparecer traduzido nos livros misturado com a ficção que, segundo ele, detestaria que fosse maçuda e de difícil compreensão.
    Quanto a esse prémio, pois, se os livros dele são os mais lidos, ou, que seja, pelo menos os mais comprados, assim, tendo em conta esse tipo de avaliação simples, é o melhor português.

    (quanto à Benfica TV, é claro, haverá uma coincidência entre a maior quantidade de pessoas adeptas e a excelência de qualquer produto que diga respeito a tão extraordinário clube, obviamente, digo eu que não tenho a Benfica TV, mas calculo e assim...)

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  5. Anónimo6.11.17

    O filme é maravilhoso e, não curiosamente, tem poucos pouquíssimos clientes pelo que o ambiente na sala de cinema é confortável.
    Gostava de saber porque é que existe uma embirração com o José Rodrigues dos Santos. O trabalho de pesquisa e o nível de cultura geral dele são admiráveis. Houvesse muitos mais portugueses a trabalhar com tanto brio. Não entendo o desdém.

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  6. Dificilmente será "embirrar". Quinze das mais insuportáveis páginas que li na vida são de um dos seus livros do Noronha. JRS substitui qualidade narrativa e diálogos interessantes por prelecções paternalistas. Aliás, a técnica do insuportável Dan Brown. Se pretender rigor científico leio papers, teses, enciclopédias, literatura científica, não um romance. Ler JRS pela "informação" é análogo a substituir jornalismo pelo facebook. Mas cada qual amanha-se como prefere.

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  7. Anónimo7.11.17

    Mais um parido-intelectual embirrento. Não será para só mas para a maioria, iletrada claro.

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    1. ahahahahah

      "parido-intelectual embirrento"
      raios, senti mesmo a falta da blogo.

      só falta perguntar
      "fazias melhor, pá?!"

      não são iletrados.
      nem é desonra ser analfabeto. é tudo uma questão de oportunidades.

      não, o problema é de falta de exigência.

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  8. Anónimo7.11.17

    Parido era pseudo.

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  9. Anónimo8.11.17

    O fiambre da Sicasal é incomparavelmente melhor do que esses dois.

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  10. Anónimo11.11.17

    Se para rir isso tudo só lhe basta um corrector automático...
    Pois, pelo que vi, não fazias melhor, pá.
    As exigências também não se discutem, cada um tem as suas. O que acho admirável são os zés-ninguém cheios de manias, todos pedantes, e depois espreme, espreme e sai sempre o mesmo: nada de especial.

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    1. Tem razão. Já devia ter aprendido a não hostilizar uma mulher que se atrapalha com um "corrector automático".
      Zé ninguém, pedante, espreme?! Não são termos de uma senhora. Valha-me Deus e a cartilha maternal.

      ahahahahahah

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