04 agosto 2015

Ajude o pobre Pipoco a tomar uma decisão

A ideia de ter ver morrer os posts umas horas depois de nascerem agrada-me por várias razões. Por um lado, gosto da ideia do efémero, de nada aqui ser tão importante que mereça ficar escrito na pedra. Por outro lado, revendo o que está escrito, não me orgulho de tudo. Finalmente, diverte-me esta fórmula.

Francamente, não previ que quem lê sentisse tanto a mudança e manifestasse o seu desagrado nos comentários e, principalmente, fazendo-me saber por mail a má pessoa que sou por lhes ter destruído os comentários que tão carinhosamente teceram num determinado post. Há uma parte deste blog, a maior parte, que é minha mas há uma parte do blog que é de todos, dos que comentam, dos que me habituaram à sua presença, dos que me convidam a ver as coisas de outra forma. Quisesse eu que este blog fosse só meu (e não quero) e tornava-o privado. Não é o caso, gosto muito mais de ter a companhia de todos, até os anónimos mauzões têm um cantinho no meu pequeno coração.

Dito isto, qual será a fórmula ideal? Recuperar os posts mais do meu agrado e republicá-los? Deixar publicado o que escrevo a partir de agora? Republicar tudo? Republicar o que me pediram (é incrível a quantidade de posts de que as pessoas se lembram e me pediram para enviar, é quase enternecedor).

Ah, a doce incerteza do caminho a seguir...


44 comentários:

  1. Republicar tudo.

    Além dos post's leio blog's pelos comentários. Assim não me dá tempo de os ler. E ver as respostas aos comentários. E respostas às respostas. E...

    ResponderEliminar
  2. O blog é seu, faz como muito bem entender. Se o dono do blog vê os posts como algo efêmero, não entendo por que razão qualquer comentador atribua um carácter mais permanente ao seu contributo.

    ResponderEliminar
  3. O povo leva isto muito a sério, não é?

    ResponderEliminar
  4. Cláudia Filipa4.8.15

    Eu, que como bem sabe, nunca lhe enviei um mail, achei giro saber que tem recebido mails a propósito disto. Confesso-lhe a si e a todos que vão ler, que não me desagradou o desaparecimento dos meus comentários anteriores e essa foi para mim a parte boa disto. Por outro lado, gostava de ter tido a oportunidade de continuar a ler aos poucos os seus posts antigos, logo na altura que estava a fazer isso, puff, desapareceu tudo. Na vida não dá para passar uma borracha sobre certas coisas que dizemos, dissemos, está dito, aqui dá, dá para apagar e começar de novo. Renovação é uma coisa boa. Aqui, mudaram-se certas regras, mas manteve-se o essencial e o essencial é obviamente o Pipoco. O que eu quero, é que isto lhe dê gozo primeiro que tudo a si, o prenda e divirta a si, consequentemente somos nós, os que gostamos de o ler que saímos a ganhar. O que eu não quero é um individuo farto, a arrastar setenta anos de blog, sem saber bem porquê, porque esse, não faltaria muito para fechar a porta e não quero nada que saia daqui antes de mim, depois pode ir embora à vontade, antes não.
    Para mim, a única coisa que está mal nesta fórmula é não deixar ficar a totalidade dos posts de um mesmo dia, até ao dia seguinte. Hoje, por exemplo, o post que escreveu antes deste, ainda devia cá estar, porque as pessoas lêem-no em diferentes horários e assim todos tinham a oportunidade de ler os posts daquele dia. Por exemplo, eu,muitas vezes, muitas mesmo, só ao final da tarde é que começo a espreitar "os meus blogs", posso chegar aqui e já o Pipoco escreveu e apagou dois ou três posts e respetivos comentários e ficava com pena de não ter tido a oportunidade de ler, claro que sim. Como disse, escreve para ser lido e gosta da companhia de todos, então, dê-nos, pelo menos, um tempo razoável para podermos ler o que escreve.
    (Pelos vistos, a maioria das pessoas prefere a fórmula antiga e as maiorias vencem. A fórmula ideal é aquela que o mantenha satisfeito por ter perdido a tal aposta, e não escrevo isto para ficar bonito, é mesmo o que acho. O blog é seu e a verdade é que com mais solavanco, menos solavanco, nós cá continuamos, aqui deste lado consigo, para o que der e vier).

    ResponderEliminar
  5. Republicar tuuuudo
    Se faz favor.

    ResponderEliminar
  6. A fórmula ideal é aquela que o contenta a si, caro Pipoco, que é o dono do blogue (apesar de ele ser também de todos).
    Eu nunca acreditei que os posts passassem a ser assim, em modo fulminante, achei que era uma coisa de momento e que depois voltaria tudo a ser como estava.
    O que eu gostava? que voltassem todos os posts. Os que o orgulham e os que não. É assim que o blogue fica mais bonito, inteiro.

    ResponderEliminar
  7. Anónimo4.8.15

    Desde que vá dar a Santiago.... (A piada é óbvia, mas alguém tinha de a fazer)

    ResponderEliminar
  8. Anónimo4.8.15

    Obrigado, tio, foi querido da sua parte mencionar os anónimos também. O efémero é fascinante, sim, mas não o é menos do que a mutabilidade, até que a ténue linha que os divide deixe de ser um obstáculo. O efémero pode ser algo mais do que curto, finito, pode ser volúvel, crescer, transformar-se. Claro que essa transformação não ocorre quando o efémero é findado.

    Um beijo

    p.s. - estes dias tive de explicar a uma criança o que era um fósforo e para que servia.

    ResponderEliminar
  9. Republicar tudo, obviamente. Suportar posts que não gostamos é o justo castigo por os termos publicado!

    ResponderEliminar
  10. As pessoas sentem-se ofendidas por não poderem reler-se e ver se alguém lhes respondeu. Não necessariamente porque foram fofuchas consigo, isso é desculpa, ainda que a fofice seja sentida e sincera, não duvido muito menos questiono isso. Mas as nossas ações são sempre no nosso best interest, sempre. Por mim, deixe-se estar. O efémero é libertador. (este foi o primeiro post que li neste blog que senti que era verdadeiramente autêntico, seu, se este tema já serviu para alguma coisa, que seja para tão nobre propósito) kiss, kiss.

    ResponderEliminar
  11. Como este é o meu primeiro comentário (apesar de vir aqui sempre desde que sigo este blog) sugiro que deixes publicado o que escreveres a partir de hoje :)

    Espero ter ajudado na decisão :)

    ResponderEliminar
  12. Anónimo4.8.15

    Hããããã!?!?
    Grande história que para aí vai... mas invente outra, ninguém acredita que, de um dia para o outro, tudo o que publica vai sendo apagado porque nem sempre se orgulha do que escreve... O tio Pipoco?? Ahahahahahahahahahahah mi engana qu'eu gosto

    ResponderEliminar
  13. Anónimo5.8.15

    Caro Pipoco, parabéns, finalmente viu a luz!
    Republicar tudo, parte, top-posts ou a partir de... qualquer uma das opções será melhor ao vazio (ex nihilo nihil).

    ResponderEliminar
  14. Na minha casa, as coisas que eu gosto estão todas 'à mão de semear'. Gosto de saber que estão ali; à distância de um braço ou de meia dúzia de passos, na pior das hipóteses. (Pudera eu fazer o mesmo com as minhas pessoas...) Bem, mas dizia eu: se esta fosse a minha casa, ia gostar também de ter tuuuudo aqui à mão para degustar quando me apetecesse.

    ResponderEliminar
  15. Republicar tudo, obviamente.

    ResponderEliminar
  16. Eu sugiro que comece por acalmar os ânimos explicando, com o mesmo carinho com que explica ao Ruben Patrick o universo feminino, a ferramenta do google que permite ver as páginas em cache!

    Ainda assim, oh tio, recupere lá os posts que säo mais do seu agrado e os que säo mais do agrado de toda a gente, que sem eles a blogosfera fica täo pobrezinha (mais ainda nesta terrível silly season que atravessamos).

    (Porfa!)

    ResponderEliminar
  17. Lady Kina5.8.15

    Não me diga que agora se lembrou de ficar com os comentários todos para si, não os publicando? Genial.

    ResponderEliminar
  18. Anónimo5.8.15

    Tudo! Eu gostava de ler tudo!

    ResponderEliminar
  19. Até os que foram escritos pelo Rúben! Fui tudo à vida que o tio lhes encaminhou.
    Republicar tudo. Mesmo os que não o orgulham, certamente não o envergonham, e 70 anos de blogues mais uns 20 de vida permitem-no fazer o que lhe dá na Real Gana.
    (Não deixe é de escrever, beijinhos ao sobrinho)

    ResponderEliminar
  20. Anónimo5.8.15

    Tio (Dono Disto Tudo), é claro que para si ler um comentário de um post feito há diversos dias, já não terá sentido para si. Mas para nos, que temos outra vida para além desta, (ihihihih), é mais complicado (é claro que é mais giro dizer que gosta do efémero).
    Não podendo ficar como estava, porque sim, e não gostando "desta doce incerteza", segue uma solução:
    Os posts duram 1 semana. Os "melhores" a decidir pelo DDT, serão eternos.(até a próxima "birra"). Ou então no fim da semana, os "residentes" decidem o melhor post da semana
    Que lhe parece?
    VW
    P.S. É "quase enternecedor" a sua preocupação.

    ResponderEliminar
  21. Tudo ou nada!
    70 anos de blogues merece mais que ficar assim...a meio gás. :)

    ResponderEliminar
  22. Anónimo5.8.15

    O blogue é seu, faz por si o que quiser (mesmo que só faça sentido tendo quem o lê).
    Como pessoa que vejo que já sabe muito desta coisa que é a vida, deve saber que esta também é feita de coisas das quais não nos orgulhamos... Viver é também aprender.
    Quando me deparei com o seu blogue tive a sorte de o ler de uma ponta à outra e de ter guardado um ou outro post que me tocou.

    ResponderEliminar
  23. Anónimo5.8.15

    Republicar tudo!

    ResponderEliminar
  24. O caminho a seguir é sempre um: é sorrir e acenar! Enquanto se faz o que for melhor para nós. Nunca se agrada a todos ;)

    ResponderEliminar
  25. Pipoco, agora mais a sério...
    O que pensa o Ruben disto tudo?
    Ali em baixo posso ler, por enquanto, a bold;
    AUTORES . Pipoco Mais Salgado . Ruben Patrick

    ResponderEliminar
  26. Anónimo5.8.15

    O Pipoco sabe qual foi a razão por que optou por este figurino. Nós podemos imaginar algumas, mas nunca teremos o acesso à chave. Fosse qual fosse a rezão, este novo modelo é de uma grande originalidade. Parabéns sinceros. Aquela coisa do efémero deu aqui um toque muito belo e convincente....Eu sou uma anónima mais boazinha que mauzona, mas que fiz alguns comentários, não publicados ,(na fase infantiloide em que alterou o cabeçalho ) insinuando que o nível do blogue não parecia o mesmo e sugerindo que lhe desse o golpe de misericórdia.Reconheço que o twist foi espectacular, e reconheço que não me conformo com a falta do arquivo.
    Os seus posts são especiais, na história e na vida dos Blogues, Eles têm a tal uniqueness de que falava a ( agora não posso ir confirmar...) a propósito de ..( ai , valha-me deus, já não posso confirmar).
    Beijinhos de uma anónima fã, maravilhada e inconformada com a graça do novo modelo PMS.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vim aqui ver como estavam os comentários e deparo-me com este, que adorei.
      Abraço a esta anónima. (gosto tanto de pessoas que se maravilham)

      Eliminar
    2. Anónimo5.8.15

      Retribuo o abraço Susana, Também sou sua leitora, com prazer.

      Eliminar
  27. Anónimo5.8.15

    Replique tudo. Ou então edite um livro. Eu compro. Boas férias!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo5.8.15

      Não. Mais um livro de bloguer não, por favor.
      Isso seria o oposto deste exercício que o Pipoco nos levou aqui a fazer e que ele próprio fez.
      Apagar tudo e viver com o post do momento.
      Ora um livro imortaliza as palavras... e quem é que quer isso vindo de um blog?

      Eliminar
  28. Ao lê-lo lembrei-me da beleza das mandalas, construção que tem tanto de trabalhosa e bela como de efémera. Dizem os iluminados que é um exercício que serve para se viver no momento, e para desbaste do ego, já que deixa de existir obra feita para ser contemplada e gabada.
    Mas isto é sobre mandalas... No que toca ao seu blog, faça o que lhe der na telha. Não há opções erradas.

    ResponderEliminar
  29. Um dia disse-lhe para ler um livro. Se o leu (e espero que sim - é belíssimo) vai aqui reconhecer um bocadinho desse livro.
    Diz assim:
    "Esta ausência de informações não o torna menos 'vivo'. Pois, manter uma personagem ´viva´ significa ir até ao fundo da sua problemática existencial. O que significa ir ao fundo de algumas situações, de alguns motivos, até mesmo de algumas palavras de cuja massa ele [o personagem] é feito. E nada mais."
    O que eu quero dizer é que para o Pipoco se manter 'vivo' não precisa de nos mostrar tudo sobre o seu passado. O que fez com este post, hoje, foi aprofundar a sua problemática existencial atual.
    Mantém-se vivo o personagem.
    O planeta avançará no vazio, sem passado [e futuro incerto tingido pela dúvida], mas isso não o impede de viver.
    É sempre o presente que importa.
    Mantenha-se vivo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo6.8.15

      Miss Uva, isso não me é estranho, Milan kundera?

      Eliminar
    2. Exatissimamente! A Arte do Romance.
      Coisa que toda a gente (que gosta d(o) Romance) deveria ler. É muito bom.
      Está é esgotado há anos.
      Consegui o meu no OLX e veio dos confins do mundo num barco. Julgo que houve 2 edições, uma de 88 e outra de 02. Não republicam há 13 anos.
      É o livro que ensina a ler coisas como o Som e a Fúria, que explica Kafka, Boch, Tolstoi, Joyce, Cervantes e muitos outros.
      Ele diz coisas impressionantes neste livro.
      O meu já está todo sublinhado.

      Eliminar
  30. Efémera ou continuadamente, o importante é "postar" ("manter-se vivo", como diz a Uva). A casinha é sua.... AnaDD

    ResponderEliminar
  31. Já me desfiz de um blog. Durou sete anos, pensei que fosse mais difícil mas, não doeu nada. Contínuo a ler os mesmos de sempre apesar de comentar menos que já sentia como obrigação para com certos autores, com o pipoco não porque, obviamente, nunca me ligou o que compreendo perfeitamente, também não me tenho em boa conta...
    Por vezes gosto de ler posta antigos e gostava de ser surpreendida por comentários em posts antigos que me despertavam recordações e emoções mesmo que de natureza duvidosa... Mas, cada um sabe de si

    ResponderEliminar
  32. É egoísta, bem sei, mas já que nos chama a emitir opinião, por mim republicava tudo. É bem estranho ler este blog assim sem história até parece que fica lhe tira sentido. Ninguém lê um livro de uma página apenas, nem que seja só um blog.

    ResponderEliminar
  33. O que V.Exa. quer sei eu... parafraseando o outro.

    ResponderEliminar
  34. Anónimo5.8.15

    Faça assim:
    Passa a ter dois posts por página; Por cada post novo republica um antigo à sua escolha.
    Assim mantém a chama acesa e agrada aos saudosos!
    Ou então faça assado, como lhe apetecer.

    ResponderEliminar
  35. "Ah a beleza do efêmero!"....

    Republicar tudo, por favor! A beleza vive se a cada leitura! Era o que eu sentia! Que vinha aqui beber viva, respirar oxigênio!

    Já sabe o que penso e o que senti acerca do assunto...

    ResponderEliminar
  36. Caro Pipoco Mais Salgado, compreendo que carregar mais de setenta anos de blog seja um fardo muito pesado. Desgraçadamente, já lhe chamei chato, ou algo do género [não tenho o post e o comentário disponível para confirmar exactamente o que disse...] quando decidiu "matar" os posts antigos. A mim, aborrece-me, quando passo rapidamente aqui e vejo que publicou alguma coisa nova, e não tendo tempo suficiente para ler com atenção, penso voltar mais tarde, e, voltando, já não encontro o post disponível.
    Não sendo propriamente especialista neste mundo da blogosfera, parece-me que isto dos blogs deveria revestir-se de uma certa harmonia simbiótica entre o autor e os leitores, e, honestamente, na perspectiva de leitora, este modelo de alta velocidade não me parece adequado, ou até mesmo justo.
    Quanto à doce incerteza do caminho a seguir... o blog é seu e do Ruben Patrick e, se consideram esta, uma modalidade hedónica, só teremos de respeitar. Poderíamos dizer-lhe que o melhor caminho é este ou aquele...mas no fim, aludindo ao José Régio, dir-nos-à:
    "Não, não vou por aí! Só vou por onde
    Me levam meus próprios passos..."

    ResponderEliminar
  37. Anónimo6.8.15

    Medo. Devia tirar uns dias de férias para tomar tamanha decisão. Confesso que não acho piada ao "escreve/esconde". O blog é "seu" e de quem o lê. Senão tivesse leitores, provavelmente, já teria encerrado o "estabelecimento".

    ResponderEliminar
  38. Ah, a doce incerteza do caminho a seguir... não era o de Santiago?

    E o auto, é de (e)fé(meros)?

    ResponderEliminar
  39. “We demand rigidly defined areas of doubt and uncertainty!”
    ― Douglas Adams, The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

    ResponderEliminar