01 fevereiro 2015

E se, de repente, ...

...passássemos a dizer "Nós não somos a Grécia" com pena, em vez de orgulho?

15 comentários:

  1. Já não falta muito para isso acontecer...

    Infelizmente "Portugal" é "lambe botas" demais, para poder ousar ser como a Grécia. Afinal o mandato está quase a terminar e eles precisam ficar bem vistos para terem bons empregos na Europa.

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  2. Anónimo1.2.15

    Seia sinal de que estaríamos completamente parvos.

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  3. Seria muito bom sinal! Pode ser que este "fogo" da Grécia se propague ao resto da Europa... assim, só para chatear todos aqueles banqueiros que mandam em nós e que continuamente nos roubam. Mas temos que compreender que os nossos governantes têm que pensar nos seus futuros "tachos". Além disso, este povinho é tão fácil de manipular...

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  4. Anónimo1.2.15

    Seria de valor.

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  5. sim, sim! apoiado! só falta nomear o ministro da papoila de ópio.
    isto das revoluções financeiras só se faz com dinheiro, montanhas de dinheiro, nem que seja de brincar, ou em sonhos tão agradáveis que nem o canabis nos concede.

    vamos todos camaradas, aderir àquela divisa virtual (a que é mesmo virtual à descarada, bem se sabe que virtuais são todas).

    mas, será que Podemos? não pagar?
    ah, equívocos, quando se lê o resto, e tal, mas "contudo" vamos "honrar os compromissos", palavras fatais em politiquês, vamos usar impressoras 3D para imprimir ouro a partir de plástico, vai dizer mesmo "ouro" na face de cima.

    recordo tempos deliciosos, à míngua de maio, nado tardio, uma dúzia de tristes acorrentados à porta da faculdade gritando "não pagamos", não pagam o quê, chego aqui sem ter sido avisado, uns quinhentos colegas a olhar pasmados ou em amena cavaqueira, outros, sádicos como eu, divertidos com tamanha palermice, um professor, tão corajoso quanto careca, tenta furar o bloqueio, corpos deslizando uns nos outros, ah podiam ao menos ter sido raparigas bonitas, entra a psp, respiração suspensa por uns segundos, mas parece o olhar da psp tão divertido quanto o meu, penso, esta porra vai ser para toda a manhã, vamos ali a ceuta (à rua, claro) meter qualquer coisa no estômago enquanto resolvemos este sarilho de laboratórios e controlo dinâmico que bem vos disse que não era assim mas deduzi a porra certa a partir da experiência mal conduzida, valha-nos a matemática e este aparente isomorfismo lógico com a realidade que vemos, e prontos, lá estamos nós no ceuta, uma meia de leite, imagino que seja uma bica e meia pingada aí para o sul, e um cruaçá, aqueles bolos maçudos que servem de almoço rápido, com fiambre, aquecido se faz favor, torrado pensei, para disfarçar o tempo passado na vitrine, regressa o funcionário, agora zangado, para ser aquecido teria de pagar mais, incrédulo, faça o favor, pago mais, volta e regressa o senhor já exasperado, o grelhador está desligado e não vamos ligá-lo agora, obviamente, por cliente tão insignificante na parcimónia da indumentária de estudante universitário com ar de sono, obrigado, agradeço, embora o meu estômago lamente, pode deixar ficar, é só qualquer merda para ocupar a mesa durante uma hora, mas afinal tem ali mais uma 20 vazias, e a meia de leite, pergunto, a máquina do café também está desligada?

    é um desconsolo é o que é, estes governantes, os anteriores, até ao tempo da monarquia, durante o qual também chulávamos os estrangeiros. proxenetas mas orgulhosos, ora bem.

    ora, se a grécia não pagar (ou pagar à medida do crescimento económico, que é quase a mesma coisa; enfim, reestruturar é outra coisa, mais sensata, malditos juros obscenos dignos de um gonzo filmado por ó detrás) e não falir nos próximos três meses, abro a garrafa de porto de 74 que tinha reservada para a prisão preventiva de mais alguns manos aqui da praça e deixo crescer a barba e o pouco cabelo que tenho até o benfica ganhar o próximo campeonato. ah, e preparo o bacamarte para a guerra.

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    1. Anónimo2.2.15

      Estou contigo, Q!!!

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  6. Anónimo2.2.15

    Vamos a ver o que a Grécia vai fazer quando se acabar o dinheiro.

    Eu não queria ser a Grécia, eu queria um Portugal onde se subissem as penas para crimes de "colarinho branco" para os 20 anos de cadeia efectiva (e os homicios qualificados de 25anos a perpétua), sou a favor que qualquer acto ilicito, gestão ruinosa, enriquecimento ilicito e por aí fora dê cadeia e obrigue a quem desviou o dinheiro o tenha que pagar com juros. Todo. Sou a favor do fim das prescrições.
    Sou a favor de uma mudança radical nas nossas leis que protegem quem "manda nesta m**** toda", sou a favor do aumento exponencial do tempo de prisão, sou a favor da prisão perpétua para quem mata ou para qualquer pedófilo.
    Sou a favor de uma mudança radical no sistema jurídico e politico. Não deveria ser permitido a nenhum juíz ter ligações politicas e não deveriam ser permitidos politicos com suspeitas de corrupção activa ou passiva de continuarem a exercer qualquer tipo de funções no governo.
    Sou contra o dinheiro investido desmedidamente na banca, sou contra o facto do povo ser sempre o que arca com as consequências.
    Sou contra os baixos salários dos policias, contra os 18 motoristas do Presidente da Republica (um deles é que disse que eram 18, desconheço se é verdade ou não mas não tenho motivos para desconfiar), sou contra as regalias desmedidas de quem trabalha no Estado nas "altas" secções, sou contra o "não faço nem quero fazer e continuam-me a pagar durante décadas" perpetuado na nossa FP.

    Mas eu não sou "Grécia" nem queria ser. Nós precisamos de mudar muito mas eu tenho sérias dúvidas que o que a Grécia está a fazer não os vá levar por um caminho muito pior.

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  7. Nunca disse "nós não somos a Grécia", mas agora tenho razões para o dizer, e com alguma pena.

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  8. Pode acontecer, permita-me anunciar que hoje tenho uma entrevista com o Xildre no meu blog, um verdadeiro espectáculo!

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    1. Queria dizer Xilre evidentemente, correcção feita!

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  9. Se isso for aplicado a Sócrates, os gregos têm orgulho, e nós aqui cheios de pena...com a sorte que nos havia de ter calhado...

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  10. Anónimo2.2.15

    Não quero ser a Grecia.

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  11. Cláudia2.2.15

    Há um tempo emprestei dinheiro, há um tempo mesmo, até hoje, não me devolveram nem um tostão, durante este tempo, lembrei-me que eu fazia contas e que aquelas pessoas não, lembrei-me dos sucessivos pedidos de créditos feitos para sustentar uma vida que não podiam ter sem recurso a dinheiro alheio e lembrei-me da risota com o aproveitar este esquema até ao limite, não fossem parvos lá os dos bancos e os das financeiras, ter depois de pagar, claro que não, a ideia nunca foi pagar o que se tinha pedido, nem com juros nem sem juros, quando chegassem as contas para pagar, mudava-se de casa e ninguém os encontrava, mudava-se de casa as vezes que fossem precisas, depois lembrei-me da expressão viver acima das possibilidades e percebi que pecava, tinha que vergastar as próprias costas ajoelhada sobre pedras e dizer cem vezes, coitadinhos dos pobres inocentes, os dos bancos é que eram uns chulos e já agora eu também era uma chula, porque tinha emprestado dinheiro e agora estava um pouco, sentida vá, porque não me tinham pago, eu é que era uma criatura desalmada quem me mandou ter dinheiro para emprestar. A verdade é que não me converti mesmo depois de me ter vergastado, estou irremediavelmente condenada ao inferno, deixei definitivamente de ter paciência para algum tipo de portugueses e para algum tipo de gregos. Em algumas coisas, não sou nem Portugal, nem Grécia, o meu orgulho nos portugueses e nos gregos é muito, mas por outros motivos, por exemplo porque ambos os povos têm uma cultura riquíssima e ambos deram à sua maneira, novos mundos ao mundo e por isso portugueses e gregos merecem-me uma vénia, merecem mesmo, mas por isso, de resto, já não acho grande piada a meninos rebeldes e inconsequentes, a minha fase da adolescência já lá vai há algum tempo.

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  12. Anónimo2.2.15

    ha ha :D (com emoticon e tudo)

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  13. Confesso que visito este blogue há muito pouco tempo e apenas algumas vezes, mas, do que li seu, Dom Pipoco, este post é uma das suas mais inteligentes tiradas!

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