08 janeiro 2015

Bruno Nogueira, ou o mercado da liberdade de expressão a funcionar

Há um Bruno Nogueira mau e um Bruno Nogueira bom.

O Bruno Nogueira mau passa na TSF e faz-me mudar para a Antena Dois assim que começa o Tubo de Ensaio. Comecei por ouvir até ao fim, na vã esperança que descolasse daquele síndroma de Nilton, crente de que no fim a crónica teria piada. Depois passei a mudar para a Antena Dois quando percebia, ao fim de três segundos, que a coisa não seria do meu agrado. Finalmente, cheguei ao refinamento final de mudar assim que a crónica é anunciada. Não sei quem é o patrocinador e, se eu não sei quem é o patrocinador, a TSF um dia destes dispensa o Bruno Nogueira. No médio prazo consigo calar o Bruno Nogueira e limito-lhe a liberdade de expressão. Uma delícia, no caso.

O Bruno Nogueira bom é o do "Não deixem passar o pimba" e do "Último a sair". Fui ver o espectáculo,  comprei os dêvêdês, vi os anúncios ao intervalo. Quero prolongar ao limite a liberdade de expressão de Bruno Nogueira, faça ele um espectáculo com novas versões de música pimba e eu lá estarei, a acenar-lhe da primeira fila.

O mesmo Bruno Nogueira, esse, o da Beatriz Batarda.

11 comentários:

  1. sem comentar a graça que acho ou não acho ao bruno nogueira, o post é pertinente, porém, se ilustra um estado de coisas está longe de o justificar. as coisas podem ser assim, como são, mas podiam ser diferentes. a sua resposta a questao da liberdade de expressao é uma falsa resposta. peço desculpa pela falta de acentos e maiusculas, mas tenho a mao esquerda ocupada com bolo rei.

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  2. ah, faltou-me dizer que adorei saber isso da beatriz, afinal já há uns bons tempos que não vou ao cabeleireiro.

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  3. Uma comédia precisa sempre de arte!

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  4. Liberdade de expressão é isso mesmo: seres livre para falar o que quiseres, e eu ser livre para não te querer ouvir.
    Tudo o resto que se tem dito sobre o assunto, são atoardas em catadupa.

    Boa tarde, Sr. Pipoco

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  5. Anónimo8.1.15

    Que fantástico. Exactamente quem não quer ouvir, muda...cala-o, logo, não ouve.
    Muito bem Tio Pipoco, muito bem.

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  6. Um bom exemplo do "mercado" na liberdade de expressão está patente na declaração de hoje do sinel de cordes no facebook.

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  7. Cláudia8.1.15

    "Deixem o pimba em paz" :) e sim, muito bom. Já me estragou o inicio do comentário eu ia dizer que, para mim, também existe um Bruno Nogueira e um bruno nogueira e só uma Beatriz Batarda, ora bolas, já pôs maiúsculas, isto de se ter que trabalhar só atrapalha.
    Se a relação mercado/liberdade de expressão funcionasse a esse nível de exigência, não estava sistematicamente no top de audiências um programa televisivo, cheio de gente que basta ouvir um bocadinho para que uma pessoa se ressinta e os patrocínios são mais que muitos, há muito mercado até chegarmos à TSF.
    (Fico sempre com a ideia que sempre que faz um post, já sabe as vertentes todas de um assunto e apenas escolhe uma delas como poderia ter escolhido outra qualquer, ainda bem que não se desviou das polémicas, porque assim é muito mais giro e dá muito mais vontade de dizer coisas e ler as coisas dos outros, chama-se qualquer coisa a isto...ah! é verdade, é liberdade de expressão).

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  8. Nada compreendo, como é usual (excepto a Antena 2, esse paraíso num pântano de confusão hertziana), mas observo que o meu caro entrou em 2015, se assim me é permitido mesclar tempo e espaço, coisa reservada a intelectos e enteléquias, cheio de gás, aditivado, com renovada genica.
    Carro ou namorada nova?
    Ou "e/ou"? Seu bem-aventurado.

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  9. Anónimo9.1.15

    descolasse daquele síndroma de Nilton???? mas são comparáveis?? água de cheiro e channel, não? e o joão quadros, compara-o com quem??? isto é mais insultuoso para o bruno que.... enfim. é pena.

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  10. Caríssimo,

    Primeiro há uma clara gaffe no seu post, Nilton conjugado na mesma frase que humor/piada é, por norma, um erro. E por aí já nem prolongo o debate.

    Depois, no Tubo de Ensaio, estamos em desacordo, embora haja na sua consideração um filtro bem lúcido. Poderemos criticar a interpretação do Bruno, que por vezes se serve das mesmas muletas (que vão funcionando em rádio) mas, por norma, quando o texto é do João Quadros, aquilo costuma ser pertinente de forma regular, em termos de humor. Em determinados casos, quando o texto era do Bruno, notava-se um decréscimo de qualidade, pelo menos na minha opinião.
    Onde eu concordaria com a tipologia era no Quadros bom e no Quadros mau, sendo que o primeiro é aquele que escreve e o segundo é aquele que aparece ao vivo em determinados programas. Há gente que não foi feita para brilhar à frente das câmaras, mas sim para fazer os outros brilhar através do que escrevem.

    No restante, possivelmente veria a prestação do Bruno em vários formatos como uma coisa ao registo de performance de futebolista, daqueles que se agigantam quando realmente conta mas que, no corrente da coisa, nem sempre somos os maiores apreciadores do que produzem em campo.

    Ainda assim, em tudo o que não seja o Nilton, saúdo a discordância. A Beatriz Batarda também já saudei, pelo menos uma vez e ao vivo.

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