30 dezembro 2014

Está a Tocar Demis Roussos e lembrei-me de tarte de mirtilos

Ao reler a célebre tirada "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…" que fecha de forma sublime o Livro de Soror Saudade, de Herberto Hélder, lembrei-me do não menos tocante "Goood Morning Vietname!" que o saudoso Bruce Willis nos gritava, libertador, do cimo dos arranha-céus de Nairobi, um e outro tão icónicos, a fazer-me regressar a esse tempo em que fui feliz, tão feliz, na Ligúria Francesa, esse prado verdejante que inspirou Van Gogh, antes de me inspirar decisivamente a mim e moldar-me naquilo que eu sou, também é para estas pequenas coisas que servem os blogues, para partilhar saberes e coisas cá nossas.

26 comentários:

  1. Ever and ever, forever and ever you'll be the one that shines on me like the morning sun.

    (decididamente, estes são os meus posts favoritos. Ainda me lembro de mais duas ou três estrofes de Demis Roussos - não me orgulho mas também não me envergonho, há informação que o meu cérebro insiste em preservar, hélas - veremos os posts que se seguem)

    ResponderEliminar
  2. 'tás bebedo, ou foi de propósito?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo30.12.14

      Ó Isa, a menina não tem lido a coleção destes posts do Pipoco. É uma coletânea muito original, que já tem criado alguns problemas aos comentadores menos experientes. Alguns gostam de acrescentar, que sim ,que esse sal são lágrimas de Portugal, como tão bem escreveu o grande Camões.

      Eliminar
    2. :D não sabia não, obrigada pelo esclarecimento :)

      Eliminar
  3. Estes posts do interior são sem dúvida os melhores.
    Bom Ano.

    ResponderEliminar
  4. Hermengarda30.12.14

    Ò Tio Pipoco, já está a comemorar a entrada no novo ano?

    ResponderEliminar
  5. Tarte de mirtilos deve ser para lá de bom...

    ResponderEliminar
  6. Ainda a Hermengarda30.12.14

    Ao ler estas linhas, não pude deixar de me lembrar da música “As palavras que nunca te direi” de Paulo Coelho, cuja mensagem principal é precisamente que não importa quão grande é o mundo, desde que deixemos a nossa marca naquilo que consideramos importante, basilar, porque às tantas o mundo muda, ocorrem tsunamis nos Himalaias, tufões nas caraíbas e auto estradas na Amazónia e nada permanece igual. E depois… Depois lamentaremos o tempo que gastámos a corrigir devaneios alheios, quando podíamos gastar o nosso tempo em coisas simples como assistir ao nascer do Sol sobre o mar numa manhã fria na Nazaré, ao mesmo tempo que se degusta uns cupcakes conventuais e se lê Lobo Antunes, enquanto pensamos que Lanzarote, com as suas praias douradas, pode ser afinal um bom destino férias, assim que acabe a crise sísmica lá do vulcão.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Isso não é do Nicholas Sparks? Bem sei que é igualmente mau, mas ainda assim...

      Eliminar
    2. Anónimo30.12.14

      Eu não lhes dizia que não haviam de tardar os gostam de acrescentar outros temperos , e não podem deixar a iguaria apenas com sal ?
      Há sempre alguém......que estraga o original !!!!

      Eliminar
    3. Hermengarda31.12.14

      Então, anónimo… Não seja assim. Se o Tio Pipoco não quisesse correr o risco de ver os seus post “poluídos”, não teria caixa de comentários (ainda que moderada). Ainda assim, e lamentando ter-lhe supostamente estragado o post, gostaria apenas de acrescentar que o sal faz falta, mas em excesso também faz mal, e que é muito mais agradável sentir também outros aromas. Olhe, votos de um bom ano, com muito tempero, para si e para os demais.

      Eliminar
  7. Hermengarda30.12.14

    Não pode!! Nicholas Sparks? Mas esse não era o actor loiro que fazia de guarda-costas da Diana Ross?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo30.12.14

      kevin costner, era o nome do actor.
      As palavras que nunca te direi é um livro de Nicholas Sparks, mas não estou a ver , nem Paulo Coelho, nem Nicholas Sparks a passarem no crivo literário do tio.

      Eliminar
    2. Anónimo30.12.14

      É porque está ao abrigo da terceira linha do primeiro anónimo de hoje -comentadores menos experientes....
      ....a menos que estejam a abandalhar o post do Pipoco, e isso é uma coisa muito, muito, feia. Estes posts são muito bons.

      Eliminar
    3. Tss tss ... É suposto fazermos de conta que aquilo está bem!! Assim não vale. As regras estão sempre a mudar!

      Eliminar
  8. ora ora, é sabido que licor em excesso resulta nestas coisas.

    ResponderEliminar
  9. Cláudia30.12.14

    Tinha de dizer alguma coisa, a verdade é que não resisto a este tipo de post, mesmo que... não, não, é ver o título...há um anónimo que bem tenta mostrar a luz ,e gosto de ler o que comenta, mas eu sou das que acrescenta quase sempre, "que sim, que este sal são lágrimas de Portugal", não tenho emenda é o que é.
    Agora, minha boa gente, que abrilhanta aqui o espaço, "as palavras que nunca te direi" é um livro de Nicholas Sparks que também deu origem a um filme, não é uma música, portanto Paulo Coelho não é para aqui chamado. E Kevin Costner é um actor, que já agora também foi o protagonista de dança com lobos e de outras coisinhas um bocadinho diferentes do Guarda Costas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Hermengarda30.12.14

      Cláudia, cá beijinho.

      Eliminar
    2. Cláudia30.12.14

      Ora Hermengarda, é um gosto ler gente sadiamente brincalhona.

      Eliminar
    3. As palavras que nunca te direi = Message in a Bottle... Assim já soa melhor :)

      Eliminar
    4. Anónimo30.12.14

      Ficámos muito tocados pela "magia da garrafa", fonte JRC, via PMS, desde há uns dias.

      Eliminar
    5. O raio das lágrimas... Ah, estes nossos poetas que teimam na tragédia do suave murmúrio.

      Sparks? Isso é JRS em versão romântica?

      Ah, fantástico Brel que cantava o paroxismo no vigor, na energia vital da palavra. No fim, uma esplendorosa explosão de emoções longe dos lamentos de cantos escuros.

      A propósito, du'que estamos aqui a falar?

      Eliminar
    6. Cláudia31.12.14

      Andamos todos metidos no licor, Quiescente, ao que parece... mas também, quem manda ao Pipoco estar a ser maquiavélico em vésperas de ano novo, vai daí, fizemos a nossa própria tarte de mirtilos.
      Fez-me rir... para que não me coloque já numa lista negra, digo-lhe que me ofereceram uma vez um livro de Sparks e não gostei nada, mas, há sempre um mas, vi o filme "O Diário Da Nossa Paixão", que é baseado num livro do homem e achei lindo de morrer e acabei toda ranhosa envolta em lenços de papel e se o Quiescente vir aquilo e não se comover, é porque já não há esperança para si, o seu coração está empedernido. Uma piscadela de olho isenta de falsidade.

      Eliminar
  10. Já tinha saudades da saudável loucura de um quebra tolas

    ( Risinho Mutley)

    ResponderEliminar
  11. "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo… que fecha de forma sublime o Livro de Soror Saudade, de Herberto Hélder" ??? Esse Livro não foi escrito por Florbela Espanca? E não termina com a Exaltação? Essa frase é do Herberto Hélder? A sério? Que desapontamento. Pensava que ele também não dizia semelhantes patetices.

    ResponderEliminar