03 outubro 2014

Em verdade te digo, Ruben Patrick

O verdadeiro poder não é aquele que sentes quando ela te diz que também foi muito bom para ela, não é aquele que sentes quando pagas a conta do restaurante com o teu cartão dourado, não é aquele que sentes quando ela te cai nos braços, feliz com o novo Versace que lhe trouxeste de Paris.

O verdadeiro poder, Ruben Patrick, é aquele que sentes quando ela te pede que lhe sugiras o próximo livro que lerá.

51 comentários:

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    1. É verdade. Mas tremendamente eficaz...

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  2. É que já chateia esta história de que os homens gostam é de mulheres cultas e que ouçam Beethoven e etc, etc, etc.... mas quem é que querem enganar???? Só se fôr a vocês próprios...

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    1. A maior parte do tempo, pelo menos no meu caso, passa-mo-lo a enganar-nos a nós próprios.

      (estamos a perder com o Real Madrid por três zero, o jogo já vai no tempo de compensação mas ainda vamos dar a volta ao resultado; ela já tem as malas à porta, do lado de fora, mas de certeza que vai reconsiderar e vamos ser felizes; Isto é Ulisses, que ando a ler há três anos e ainda vou na página trinta, mas vou acabar o livro este fim de semana; faltam cinco minutos para o avião sair, ainda estou na Castellana, mas de certeza que o avião não vai sair sem mim)

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    2. Anónimo3.10.14

      (passamo-lo, Pipoco, passamo-lo)

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    3. Passamo-lo, claro. Obrigado pelo reparo.

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  3. O que eu mais gosto é de ver uma mulher culta, atafolhada em livros e contos da Pérsia, enterrada em casa com os tarecos, a ler imenso, as histórias que não saõa dela, e depois levá-la para dançar e descobrir que o seu corpo é apenas uma extensão amorfa da sua cabeça iluminada.
    Isso é que eu gosto.

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    1. Os machos alfa não dançam. Logo, é irrelevante o seu exemplo.

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    2. Também gosto muito dos machos alfa que não dançam.
      Ali ficam enterrados nas cadeiras, a beber imenso, ou a olhar imenso, e depois descobrir, em pleno baile, que a sua machesa está para a sua solidão como a sua mulher está para aquele tango que ali dança com outro.

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    3. Não tem muita experiência em lidar com machos alfa, pois não, Uva Passa?

      (se eu puder ajudar...)

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    4. Movo-me no mundo dos machos alfa há tantos anos que a precisar de ajuda seria só para me livar definitivamente deles.
      Mas são tudo bons rapazes. São é muito Uvas Passas. Das verdadeiras.

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  4. Presumo que, depois do cartão doirado e do Versace, o livro sugerido seja "O Alquimista", do Paulo Coelho...

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    1. Eram mulheres diferentes, Palmier.

      (sugeri Pamuk, é sempre uma sugestão que as deixa consoladas, a meio caminho entre o excêntrico e o informado)

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    2. O problema não está no facto das mulheres serem diferentes, está no facto do homem ser o mesmo...

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    3. É um bom ponto, Palmier. Acontece que, ao contrário do que diz o mito urbano, os homens são bastante adaptáveis a situações distintas. Sei que a vou espantar, mas é uma faculdade de género beber um mini pela garrafa num almoço de festa de aldeia e, ao jantar, discutir com o escanção se o Pera Manca de 2007 é superior ao de 2009.

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    4. Ainda assim...

      (ia acrescentar qualquer coisa a este comentário, mas depois pensei melhor e achei que era mais prudente não continuar. Não quero que se zangue comigo... não conseguiria viver com esse peso... :p)

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    5. Nunca me zangaria consigo, Palmier. Raramente me zango com o que quer que seja.

      (eu aguento, não se acanhe)

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    6. É que o comentário não está em linha com os habituais comentários "uau!" desta caixa...

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    7. Nesta caixa os comentários menos "uau" são aqueles que normalmente me estimulam mais.

      (aquela tensão um destes dias numa sua caixa de comentários marcou-a muito, não marcou?)

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    8. É melhor não...

      (o Tio Pipoco bem sabe que os seus comentários são sempre extremamente marcantes... ninguém recupera facilmente...)

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    9. Confirmo. Mas as pessoas, depois de alguma terapia adequada, acabam sempre por recuperar.

      (mas não a quero pressionar, sei que precisa de tempo...)

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    10. Terapia conjugal, não? Já resolviam isso...

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    11. Anónimo3.10.14

      Pipoco...
      nobel, na semana em que veio receber um prémio na Gulbenkian?

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  5. Poder? Vai lá ouvir outra vez o discurso da Emma Watson na ONU...

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    1. O poder está nos pormenores, Isa. E muitos pormenores fazem uma lenda disso do poder.

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    2. resposta inteligente, gostei.

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    3. A inteligência dos comentários é sempre calibrada para a inteligência de quem comenta, Isa.

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    4. :) finalmente apanho-te num dia em que desces aos salões e respondes a comentários :) (é pros 100)?

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  6. Enfim... começa logo com o "poder" só por ter sido (eventualmente) bem sucedido e por ofertado isto ou aquilo... mas que "poder" é esse? E que mulher é essa que se deixa seduzir por esse "poder"?
    E, depois, atige-se o poder supremo por sugerir um livro de leitura?
    Mas... será que está tudo de pernas para o ar?
    Meu caro Pipoco, anda a falhar, redondamento, a aplicação prática dos ensinamentos para "blog de sucesso".
    Hoje devo estar em dia não... deve ser isso!

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  7. Ora, K, isto são tudo suposições...

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    1. Ahhhh assim sendo... já "deixo" - sim, porque eu também tenho o meu poder...

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  8. Diz-se que o diabo está nos pormenores. Se o poder também está nos pormenores, será então o poder é uma coisa do diabo ?
    ( simples matemática, Senhor)

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    1. Não, Maria Roque. Os pormenores são diabolicamente poderosos.

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  9. Anónimo3.10.14

    Ilusões Pipoco, ilusões...

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    1. Que mais são os blogs senão ilusões?

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    2. Anónimo3.10.14

      Catalisadores de vidas idílicas, meu caro.

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  10. Anónimo3.10.14

    Pipoco...pensava que soubesse. Nós gostamos de vos atribuir algum poder...propositadamente. Somos tão boas a fingir que precisamos de vocês.

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  11. Continua a enganar o rapaz...
    O único poder que um homem tem sobre uma mulher é aquele que ela lhe dá.
    E nem sempre lho dá, só o faz acreditar nisso.
    Ilusões, ilusões, ilusões...

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  12. Corvo3.10.14

    Poder?! Verdadeiro poder?
    Bem; como o Pipoco reconhece na resposta que deu à Maria Roque, os pormenores são diabolicamente poderosos.
    Eu acrescentaria: Pela sua perigosidade, nunca se alicerçar uma suposição sobre eles, porque às vezes...

    E lá estava ela, ar atento mas de olhar distante, ouvindo sem escutar, sorrindo vagamente, estátua crepuscular, fantasma de carne.
    Máscara de gesso impenetrável que se recorta em contraluz, de uma beleza tão clássica, tão fria e ao mesmo tempo tão frágil. Uma aliança perigosa. Como o fogo e o gelo dissolve-lhe o cérebro, e, quando der por si, ele está aos pés dela e ela repele-o com a ponta da chinela de pele de raposa, suspirando enfadada:
    Pffft! Tirem-me daqui esta coisa.
    Às vezes pode acontecer.
    Corvo.

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  13. Anónimo3.10.14

    Humm...
    Tem o seu quê de verdade, se todas as mulheres forem como eu e detestarem estar com um homem menos inteligente e sagaz.

    (Tio Pipoco, se me caírem em cima todas as feministas do mundo, a culpa é sua!)

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    1. Anónimo3.10.14

      Minha cara, esteja descansada que as feministas não irão cair em cima, por motivos óbvios

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    2. Anónimo4.10.14

      Menos, caro homónimo. Grande parte das feministas estão mortinhas para ter um companheiro, mesmo que signifique pisar e mostrar a sua superioridade.

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  14. Por um instante pensei que fosse dizer "o verdadeiro poder é quando ela se vai embora" :)

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  15. Bem já que está numa de respostas, para quando uma entrevista do Ruben Patrick ao meu blog, fica a sugestão de valor!

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  16. E eu a pensar que o verdadeiro poder estava no abraço que lhe pede...

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  17. Em verdade lhe digo
    As mulheres pedem sugestões de livros aos AMIGOS. Aquele lobo solitário que nos ouve, nos entende, com quem podemos ter uma tarde bem passada com um bom vinho, mas esses são sempre vistos por nós mulheres como os bons amigos! Porque aquela paixão carnal, enriquece-se mesmo através de um bom jantar e um vestidinho.
    A mulher é assim... talvez seja resquícios de um instinto de sobrevivência da espécie humana.

    (Desculpe esta intromissão, não tenho mt o habito de comentar, mas existem post que não resisto, e este foi um deles.)

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  18. Anónimo3.10.14

    Confere. É poder, sim; só pode ser poder.
    Uma ou outra vez tenho pedido sugestões literárias e, de facto, noto algum
    empolgamento, contido, é certo, como acontece nas verdadeiras manifestações de poder.
    Informo que isto sucedeu porque não tive tempo para ler a crítica literária do Pedro
    Mexia.

    Margarida M-G

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  19. Anónimo3.10.14

    Bom Pipoco o verdadeiro poder é quando o que se diz é tão bom, que nos copiam. https://www.facebook.com/fernando.rodrigues.501?fref=nf

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  20. Cláudia3.10.14

    Para mim é esse o vosso verdadeiro poder sim PMS. Aquela máxima de que só se ama verdadeiramente quem também se admira, se respeita, é 100% verdadeira. Juntamente com o foi tão bom para mim como para ele, não conseguiria manter o interesse por quem não conseguisse ter uma boa conversa, por quem não soubesse muitas coisas para além daquelas que eu sei, por quem não me fizesse ter vontade de saber mais, conhecer mais, sim, por quem não conseguisse sugerir-me um livro para ler e mais giro ainda, falarmos depois sobre o dito livro, não conseguiria de facto amar um homem que não contribuísse em nada para eu ser melhor e mais interessante e a situação inversa também deve ser verdadeira, claro, que bom quando nos tornamos mais em conjunto e assim é cada vez melhor para os dois, em tudo.

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  21. Anónimo3.10.14

    Ou então Ruben, será alicia-la ler aquele livro cuja leitura sabes que nunca terminará.
    sc

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  22. Anónimo4.10.14

    Mas que raio de mulherzinhas são essas que o rodeiam? Sugira-lhes a leitura da Maria... ou deste blogue.

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