28 outubro 2013

Pipoco filosofa sobre uma problemática pertinente

Da mesma forma que estudo afincadamente qual será o processo mental que leva as senhoras mais velhinhas a atravessar as avenidas fora da passadeira, em verdade vos digo que me acontece ficar horas a meditar no paradoxo de serem os mais impreparados a desafiar o perigo e gasto parte do meu tempo a elaborar intrincadas teorias que justifiquem o facto de serem as menos aptas as que arriscam uma improvável correria final que compense algum erro de cálculo na velocidade de aproximação do Opel Astra que ainda agora parecia que estava lá tão longe, da mesma forma que me espanto com isso das velhinhas sem qualquer plano B que possa ser activado em situação de emergência, dizia eu, também me espanto que sejam sempre os mais frágeis ao nível de cérebro aqueles que ousam aborrecer-me, são sempre aqueles com menos capacidade de prever um ponto de fuga os que se dispõem a fazer a coisa errada e isto angustia-me, até porque arriscando imprudentemente aborrecer-me, acabam por ficar dependentes do meu nível de clemência no momento crítico, tal e qual as velhinhas ficam dependentes da caridade da travagem brusca do condutor que, por outro lado, pode estar ainda sob os efeitos de uma jogatana desse jogo em que atropelar velhinhas vale três mil pontos.

11 comentários:

  1. "O segredo de aborrecer é o de dizer tudo."
    Esperemos que nosso Senhor seja misericordioso a um nível aceitável !

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  2. Anónimo28.10.13

    Penso que não, mas arrisco a pergunta : está a referir-se à Glen e ao Abs ?

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  3. A bíblia explica: é dos fracos e dos imbecis o reino dos céus.

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  4. então e salvar a velhinha e ficar na posição de atropelada? quantos pontos?

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  5. Anónimo28.10.13

    Então e os velhinhos não atravessam passadeiras, um pouco para lá das margens ? Vou estar atenta às travessias de risco deste grupo. E elaborar estatísticas , pois tratando-se de um dos aspectos da problemática pertinente, não é dos menores.Nunca se fala dos velhinhos...

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  6. velhinhas? novamente?! a pressa que motiva o risco deve-se à necessária pontualidade. chegar ao café para falar dos netinhos demasiado tarde e falhar a presença daquele senhor de aspecto sereno e benevolente com um automóvel rosa? nem pensar! parece sempre tão interessado...

    plano B (das velhinhas): inem
    plano C: funerária

    acerca daqueles tontos que" batem por trás " não tenho entendimento. durante incontáveis décadas considerou-se assunto do foro religioso e depois psiquiátrico. não processo, não 'empato' como sugeriria Rogers. apenas me assoma à memória o cavaleiro dos MPython com o peru sempre pronto, em justo castigo da estupidez.

    velhinhas, interlúdio (asterix, bubble, lisamaria, etc), casalinho de gatos negros, velhinhas. enfim, um ponto não faz uma recta... mas, vamos ter casamento? além do nosso ó-Palavras-Zorro?

    e essas panteras? já chegaram a vias de facto, já lhe destruíram os sofás? dormem nas suas caminhas? serenam com Bach? vá lá meu amigo, os pormenores são tudo para alimentar a nossa fofoca.

    cumprimentos.

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    1. Anónimo28.10.13

      Tem toda a razão Onónimo. A gente gosta mesmo é de estar por aqui....mesmo que as interrogações vão ficando sem resposta.

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    2. Não consigo comentar nada. Ainda tenho a vitória do FCP na alma... Mas não resisto a partilhar a minha alegria com o Tio. Ele merece porque ele é fofinho e querido e agora gosta de gatinhos e faz posts amorosos sobre velhinhas e pessoas parvas que o irritam mas com quem é condescendente. Ele merece!

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  7. Anónimo29.10.13

    "...em verdade vos digo..." tanto blog com esta expressão que já estou enjoada. Volto mais tarde para comentar o post ou então não...

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  8. Anónimo29.10.13

    a clemência é do domínio dos deuses. a nós coube-nos em sorte a justiça e claro a humanidade.
    uma outra história da velhinha: uma senhora bonita e frágil atravessa a avenida porque não tem mesmo passadeira.por segundos penso em jogos para os condutores que não abrandam de tão furiosa. percebe-se que não tiveram uma avó que os amou muito e que ficaram ocos pelo caminho. a si p.m.s desejo-lhe uma boa noite. =) ARD

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  9. A mim o que me espanta é que consiga escrever dezassete linhas com um simples, e único, ponto final e, ainda assim, tudo fazer sentido.

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