01 julho 2013

Em verdade te digo, Ruben Patrick

Se nunca sentiste a potência do momento imediatamente a seguir ao último abraço, não falo de abraços que ambos sabem ser o último, falo do momento a seguir a um abraço que só tu conheces a circunstância de ser o último, então não sabes nada do que é isso da tristeza na sua forma mais tremenda.

6 comentários:

  1. OCorvo1.7.13

    Aquele em que só ele conhece as circunstâncias de um abraço de despedida, foi o interessado em espoletar/cozinhar a separação. Então não estou muito bem a ver que grande sofrimento possa ter. Só se for o dos remorsos.

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  2. RP Pergunta : Então um tipo fecha-se em copas e dá uns amassos sem dizer que vai dar de frosques e depois fica tremendamente triste ? Se calhar é Bipolar....

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    1. Anónimo1.7.13

      Só pode M D Roque... Mas há por aí tipos assim, infelizmente já apanhei um pela frente.

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  3. Aquele abraço em que jura nunca mais abraçar aquela pessoa porque ela cheira a cebola?
    Ou aquele abraço que mexeu tanto connosco que prometemos a nós não o voltar a fazer, para bem da nossa sanidade mental, e foi esse portanto o primeiro e último abraço? Esse sei como é!

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  4. Numa escalara de 1 a 10 é um quantum doloris de 9. Imediatamente antes de perceber postumamente a dor que continha o último abraço que se recebeu.

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  5. Aquele em que só o próprio tem o discernimento para saber que aquilo não leva a lado nenhum e por isso mesmo tem de parar por ali?
    Ou ainda aquele em que por amor ao outro, ou para o bem do outro, é preciso saber deixá-lo partir?
    Ou será aquele em que por amor próprio e ainda que doendo comÓ raio, se põe um ponto final que só tempo mostrará que era final?
    Ah! Sei sim senhora!

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