13 abril 2012

Toma conta de mim

Nunca me dirás que teremos sempre Paris, entendo-te, afinal nunca tivemos realmente Paris, naquele tempo eu achava que pedir Chianti no Cafe de la Paix te deslumbraria, que queres? achei que o revestimento de palhinha da garrafa daria um toque romântico, fizeste bem em recusar o vinho, naquele tempo eu pensava que o Lido seria um bom programa para abertura da noite, como havia de saber que esperavas bilhetes para a ópera? aquele era o tempo em que eu não sabia que não gostavas de champanhe, e eu a insistir em fazer sinal para o empregado para nos servir mais duas taças, nunca me dirás que teremos sempre Paris e a mim parece-me muito bem.

4 comentários:

  1. Sempre a encostar a bomba, não é, Menino?

    ResponderEliminar
  2. Pipoco, era mais na linha de uma anedota que contavam quando eu era criança.

    Um fazendeiro brasileiro e um lavrador alentejano encontram-se, e começam a falar das respectivas propriedades.

    O alentejano diz, orgulhoso, que o seu monte se estende até onde a vista alcança.

    O brasileiro, inchado, conta-lhe então que a sua fazenda é tão extensa, tão extensa, que para a contornar de jipe são precisos cinco dias.

    O alentejano faz um ar solidário e só lhe diz; "pois, também já tive um jipe assim"...

    ResponderEliminar
  3. E quanto ao post, reconheci-me de alguma maneira nessa situação. Não foi um "been there, done that" exacto, mas foi close enough :)

    ResponderEliminar