20 setembro 2010

(oh não, Pipoco vai mesmo maçar as pessoas...)

Pólo, minha doce e amável Pólo, nem sabe o quanto lamento as nossas agendas com vida própria não terem permitido até agora que nos debrucemos sobre estas temáticas com um ginger ale como pano de fundo e, assim sendo, termos que maçar as pessoas que nos concedem os seus favores de leitores cumplices.

i) Repare, não sendo eu nem mamalhudo nem intrusivo nem louro e, agora sei que a vou pasmar, não sendo desdentado, careca, gordo ou mesmo suburbano, trocando essas minhas lacunas por uma voz agradável, um aperto de mão firme, um sorriso genuíno e um longo treino em ouvir o dobro do que falo, tudo isto alicercado em algum saber das coisas do mundo, dão-me uma vantagem preciosa na hora das primeiras impressões e da empatia com as pessoas. Facto, pergunte a quem quiser.

ii) Gosto verdadeiramente de pessoas, sim, o meu trabalho passa pelo êxito das pessoas, algumas dezenas de dezenas de pessoas a quem eu, a todo o custo, tento evitar encontros imediatos com os recursos humanos, com algum sucesso. Com o tempo, vamos percebendo a detectar o que de bom tem aquela pessoa que "não funciona" em determinado contexto. Naturalmente, não tenho tempo nem disponibilidade para gostar de todas as pessoas, por isso aprendemos a canalizar as energias só para algumas, para as que achamos que valem a pena e mercem segundas e terceiras oportunidades.

iii) Reitero que não me afligem demasiado os comentários desagradáveis, apesar do blogómetro, que me serve essencialmente para ver se o "Gajas boas e nuas" está ou não atrás de mim na listagem e, naturalmente, dá-me uma noção de escala, será um defeito de formação profissional. Já o sitemeter é um precioso instrumento para que os anónimos mais atrevidos não passem sem rasto, como sabe. Os comentários e as apreciações desagradáveis são residuais mesmo não sendo o Pipoco propriamente um blog que agrade a toda a gente, comenta pouco, não manda selinhos e há dias em que eu próprio acho que estou nos limites do snob-chic (desculpe, tenho tão poucas oportunidades para relembrar este conceito...). Finalmente, uma boa parte das apreciações desagradáveis são perfeitamente identificadas e têm um contexto preciso, a blogosfera é uma aldeia e, querendo, todos sabem tudo sobre todos.

iv) Quanto ao produto que fazemos, e aqui começamos a falar a mesma linguagem, isto do Pipoco é um projecto que resulta de uma aposta, com tempo para acabar e tudo. Para que resultasse, e eu ganhar a aposta, teria que cuidar deste blog como se de um projecto a sério se tratasse. Como sei alguma coisa de fazer acontecer coisas e sei ainda mais de projectos que resultam, foi fácil, lembro-me que partilhei as regras básicas logo nas primeiras semanas de Pipoco, só não faz igual quem não quer. Acredite, e saberá que a humildade bacoca não é o meu forte, que ainda me espanto não com as pessoas que por aqui passam, mas pelo impacto que têm algumas coisas que escrevo e que provocam emoções e interpretações (boas e más) nas pessoas.

v) Isso do tal sururu da blogosfera tem a relevância que tem, quase nenhuma. Preocupa-me muito mais o anonimato da coisa, porque diz muito sobre aquilo que somos, tendo a desprezar aqueles que são servis quando falam com "o chefe", mas que, chegando cá fora, gozam com a gravata do chefe, tendo a desprezar os que são cornos mansos e que deixam que lhes comandem a vida e depois, por detrás das moitas, lançam boatos e são cobardolas. Até hoje, apenas um blog identificado foi desagradável para o Pipoco, mesmo assim com um comentário anónimo para me dirigir para um blog que eu, nem nos mais subterrâneos pensamentos sonharia que existisse. Foi a Isilda.

6 comentários:

  1. Porra para a Isilda!

    Eu não tenho de ler isto agora pois não?

    Talvez amanhã... hoje vai ter de servir um "diagonal".

    É uma da matina ò Pipoco! Piedade.

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  2. Eu gosto do personagem Pipoco. Acho-o divertido,inteligente, com um humor acutilante e vou ter pena se acabar.
    E sim, também gosto da sua arrogância pré fabricada (ninguém consegue beber tanta barca velha assim)
    O seu dono? Isso não interessa nada. Pela parte que me toca poderia ser homem, mulher ou criança. Entre os 8 e os 88.
    Sinceramente não entendo esses dramas virtuais de cuja existência me apercebo pela meia dúzia de blogs que vou lendo.
    Mas não gosto do anonimato. Não consigo respeitar quem cospe veneno que não ousaria dizer cara a cara. Mas anónimo é aquele que não tem nome, certo? Se não tem nome não existe. Para quê perder tempo com essa gente?

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  3. Já nem me lembrava da Isildinha...
    A Pólo Norte é ursa mas não é parva, mete-se sempre com os homens mais interessantes da blogosfera. Tu tem cuidado, olha que correm boatos que deixou a casa do Capitão de pantanas.
    Bjs
    (vá Ursa, para ti um beijo também)

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  4. Impressão minha ou cheira-me a desentendimento entre ti e a Pólo?
    God, por esta não esperava mesmo!

    E ainda há uns dias também tive um desentendimento com um tal de Ricardo, que...enfim -.-'

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  5. Anónimo21.9.10

    após leitura e interpretação do último (primeiro?) post, assaltou-me a seguinte questão: é aqui que se comentam os post's de 57 linhas?!

    Aqui fica o meu contributo sincero. Sempre gostei de contribuir para dados estatísticos, ainda que desprovidos de qualquer conteúdo.

    *MBC*

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  6. A Pólo lá se desentende com o Pipoco? Credo!

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