29 junho 2010

Do facto de o Google se lembrar das coisas

Sim, o Principezinho, e tal, a amizade, e o cativar, e a raposa, certo, o problema será meu que não tenho as capacidades cognitivas suficientes para apreciar a plenitude da mensagem, um insensível, sei muito bem, isso explica muita coisa, tendes toda a razão.

Mas a verdade é que Saint-Exupery escreveu "Terre des Hommes", a fantástica aventura de um pioneiro do serviço da Aeropostale que vagueou cinco dias e quatro noites pelos Andes, depois de ter rebentado com o avião, um Potez 25, estávamos no Inverno, o homem, Henri Guillaumet, não tinha outra protecção que não fosse o seu casaco de piloto-aviador, de cabedal, usava-ne naqueles tempos, eu sei o que é andar ao frio, na neve, mas eu tenho um casaco igual ao do João Garcia e umas luvas Gore-Tex, e mesmo eu, que sou eu, nunca andei pelos Alpes, cinco dias e quatro noites, sem comida. Henri Guillaumet diria mais tarde que sobreviveu porque centrou todos os seus pensamentos numa mulher, reparem, podia ter dito que sobreviveu porque era esse o destino dos bravos da Aeropostale ou então porque era forte ou então porque era o que estava escrito, mas não, Henri Guillaumet sobreviveu porque dirigiu todas as suas forças para uma mulher, a sua mulher, e não teve vergonha de o dizer.

(sim, já escrevi sobre este episódio algures, não precisam de mo lembrar, pelo menos eu cito-me a mim próprio)

5 comentários:

  1. e depois os amigos gozaram todos com ele por ser um totó?

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  2. Uma no cravo e outra na ferradura, que ah e sim, não podemos viver sem as mulheres, porque elas são as nossas musas inspiradoras e não sei quê, não sei que mais e depois atira-me com a alfinetada das citações e isso não se faz M. Pipôcó.

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  3. Acho bem. Só quem se gosta para nos fazer ter mais força!

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  4. Eu ia jurar que o Toninho se rebentou todo algures pelo deserto da Líbia, onde a neve é mais escassa e foram salvou ou por um beduíno ou pela Belinda Carlisle, mas isto sou eu que gosto de tirar romantismo às coisas...

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  5. É bonita a história, vista no Parc du Futuroscope. Eu era mais miúda e fiquei fascinada.

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