18 fevereiro 2013

E é isto

Cinco posts no mesmo dia.

Facílimo.

Tenho ali um Porto Vintage

Que vai acompanhar na perfeição os Contos Nocturnos de Hoffmann.

Está a dar na Têvê um programa sobre o José Cid

E também aparece a Lili Caneças a dizer coisas bonitas sobre o José Cid.

(a parte engraçada é que quando a Lili Caneças sorri, levanta o pé inadvertidamente)

Dos posts de encher chouriços

(nada para dizer, estava só com vontade de escrever um post com o título a iniciar-se com um glorioso "Dos")

Resumo da semana blogosférica

Chego das férias e a grande notícia é que a blogosfera resolveu engravidar massivamente.

Mas foram só uns três ou quatro, não foram?...

17 fevereiro 2013

Eu mando sempre o Ruben Patrick aos encontros com bloggers, e vocês?

Parece estranho, que parece, mas ele há quem deseje conhecer pessoas que escrevem nos blogues, conhecer mesmo a sério, há quem nos coloque em alto gabarito, quem leia o que escrevemos e estabeleça uma relação directa entre a profundidade e grandiosidade do que escrevemos com o nosso bom aspecto. Eu aposto na imagem "homem que sai de Daimler com fato Ermenegildo Zegna e telefone encostado ao ouvido, dando ordens em tom suave", mas há quem prefira apostar em "homem bronzeado que, em pleno inverno, atira paus ao seu cão pastor alemão na praia do Guincho, avistando-se ao fundo a sua prancha de surf em cima da sua Renault 4L". Públicos distintos, portanto, a coisa não é justa para os dos que postam coisas do "keep calm", os que colocam as musiquinhas que lhes tocam a alma ou que insistam em escrever sobre a última gracinha dos seus ricos filhinhos, a esses ninguém quer conhecer, e é pena, talvez alguns sejam pessoas boazinhas, muito melhores que nós, os dos blogs geniais e extremamente interessantes.

A melhor forma de marcar pontos é baixar as expectativas e não há nada mais impactante que chegar atrasado ao encontro com quem nos quer conhecer, a pessoa ali em tensão, finalmente vai conhecer o grande blogger, deve ser ainda mais alto do que parece, há-de segurar-lhes a porta e escolher o vinho, já passaram cinco minutos, talvez tenha o trânsito o tenha demorado, talvez seja um executivo, caramba, vinte minutos de atraso não é nada, bebe-se mais um café, finalmente ele chega, fazia-o mais magro, ele coloca as chaves do Opel Corsa em cima da mesa, bem, sempre disse que era um carro alemão, o tipo mastiga com a boca aberta, caramba, que erro, quem diria?, um blog que fala de música clássica e tudo e afinal...

Facto

Ele há um padrão, de cada vez que estou fora do país o Sporting perde. Em estando eu em casa, o Sporting ganha.

(Estive a ver a agenda até Junho e somos bem capazes de descer de divisão, largueiro...)

16 fevereiro 2013

Pipoco viaja em low-cost e sobrevive

Um homem chega e estende o casaco para que a assistente de bordo o pendure cuidadosamente e um homem possa chegar à sua cidade sem um vinco, a assistente olha para um homem e diz "Nice jacket" e segue o seu caminho, fica um homem ali no corredor especado, a turba a empurrar um homem, um homem senta-se e repara que os bancos são parecidos com os bancos de pau do Jardim da Estrela, em pior, depois um homem repara que é hora de jantar e pergunta pelos vinhos e pelo carpaccio de salmão, a assistente com pronúncia dos arredores de Edimburgo informa um homem que pode escolher entre batatas fritas e sopa instantânea e, quanto a vinhos, recomenda um vinho servido em garrafa de plástico e tampa de rodar, um homem faz sinal que afinal pode esperar para ir jantar à Casa XXI em chegando à sua cidade, pede o Financial Times, que não há, o Le Monde, que também não há, um homem procura no braço da sua cadeira os canais de música clássica, que também não existem, e ali fica um homem, espantando-se a cada vez que a assistente passa com o saco do lixo para que cada passageiro lá coloque o entulho que entender, uma turma de miúdos de escola de Ermesinde, que é assim uma espécie de Massamá Norte do norte, está por detrás de um homem, há uma moçoila com a voz mais esganiçada que todas as outras que não se cala toda a santa viagem, a turma recorda os dias que passou em Londres, um homem fica a saber os pormenores todos de quem se apaixonou por quem, o olhar complacente das professoras de Inglês, duas matronas que um homem imagina perfeitamente a viajar em low-cost com gosto, a miudagem aplaude quando aterra em Lisboa, uma das matronas faz anos e a turma canta os parabéns à Stôrilizabete, a voz da miúda da voz esganiçada a sobressair nas notas altas, um homem a temer pelo rebentamento dos tímpanos, um homem chega à sua cidade, veste o casaco, respira fundo, entra no carro, selecciona Bach, baixinho, abre a janela, respira e pensa que é capaz de ser um homem feliz.

15 fevereiro 2013

Que vês da tua janela, Pipoco?


(algum dia havia de acontecer...)

13 fevereiro 2013

Sim, mas...

A verdade? Ora, a verdade é apenas aquilo em que a maioria das pessoas acreditam... (o Feiticeiro, em "Wicked")

12 fevereiro 2013

Mais logo vou ver o Wicked

Sento-me no banco de madeira que a vila de Marlow colocou junto ao Tamisa, era ali, precisamente ali, que gostava de se sentar Clifford Lovell, falecido nos idos de 1964, é isso que diz a placa incrustada no banco, olho o rio, abro o meu livro e fico ali a deixar que aquela tranquilidade tome conta de mim, enquanto a neve cai nas pedras tumulares à minha volta.

10 fevereiro 2013

07 fevereiro 2013

06 fevereiro 2013

Malas, batons e t-shirts com logotipos grandes, ele há aqui um padrão

Temos então a das t-shirts a posicionar-se para ser e estraçalhada da semana, uma entrada a pés juntos, com tudo para correr mal, ele é ser amiguinha dos dos blogs do Clix, ele é explicar que aquilo não são bem logótipos, há diferenças, caramba, então não se percebe logo que ali há grandes diferenças?, ele é que de facto aquilo não tem ponta por onde se pegue, a mim maça-me a situação, tenho um bom fundo e custa-me ver sangue, mas, em verdade vos digo, sempre me aborreceu servirem-me Gordon's numa garrafa de Bombay Sapphire e dizerem-me que não faz mal, gin é gin.

Estou a ler...

04 fevereiro 2013

Os problemas das mulheres

Nunca questionarem se aquilo de as mulheres conseguirem fazer várias coisas ao mesmo tempo é efectivamente verdade ou não passa de uma lenda passada de geração em geração.

03 fevereiro 2013

Ele há alturas que me pergunto...

...se as pessoas que nos informam nos blogs que estão a ler o livro não sei quê, com fotografia e tudo, acham que realmente é relevante para o mundo que estejam a ler aquele livro em particular ou outro livro qualquer.

Voltei a beber gin

Ninguém repara nestas coisas, mas é para estar atento aos pormenores que eu cá estou, ninguém nota que não há diferença nenhuma entre o Casablanca e o teledisco do Porque é que vens?, as semelhanças são tantas que eu quase hiperventilo, o dramalhão de fundo do teledisco dá-se num bar que podia muito bem ser o Rick´s Café, a rapariga bem parecida do teledisco entra por ali dentro, altaneira e jactante, tal e qual a Ilsa Lund a entrar no bar do Rick, o Tony Carreira canta, ou lá o que é aquilo que ele faz, durante o teledisco todo, igualzinho ao Sam, que também ataca uma só música durante todo o filme,  o Tony pergunta porque raio é que a moça aparece só para lhe atazanar as memórias, e o Rick, não o dizendo, não pensa outra coisa da Ilsa durante o filme inteiro, a rapariga troca papelinhos com o rapazola do teledisco, tal e qual como o Rick faz com a Ilsa com aquilo dos salvo-condutos, o tipo do teledisco, apaixonadíssimo pela rapariga, chuta-a para canto, igualzinho ao que faz o Rick com a Ilsa, tudo a bem da sanidade mental. A única diferença é que no Casablanca eles terão sempre Paris e no teledisco, se não me falha a memória visual da parte da parte em que o casalinho recorda os bons velhos tempos, quer-me parecer que terão sempre Massamá Norte.