Quando me ligares, que não seja para me perguntares como vai isto, vai sempre bem, que não seja para te queixares que o tempo por aí está frio, sabes como eu gosto do tempo frio, lembra-me castanhas assadas e vinho tinto e montanhas com neve, que não seja para me dizeres que já não te lembravas da minha voz, será sempre esta, às vezes ligeiramente rouca e grave, depende de ter estado em mangas de camisa a ler lá fora à noite e não ter dado conta do tempo passar, que não seja para me falares de ti, é coisa que me interessa pouco.
Se me ligares, aproveita bem os cinco segundos em que estarei desconcertado, que levarei a focar-me, que o meu cérebro demorará a processar a informação, para me dizeres exactamente o que deve ser dito.
(poucos comentários, o leitor percebe que é um texto pessoal e quase se desculpa por ter lido, quanto mais comentar. Talvez alguém mais insensível a estas coisas da privacidade se atreva a um "ela não vai ligar" ou a um "já me senti assim". Post para não mais de três comentários, com a "nuance" de este ter bastante mais só porque o autor crê que terá bastante menos, ilustrando uma espécie de jogo entre o blogger e o leitor que terá como epílogo que ninguém se atreva a comentar)
31 outubro 2012
30 outubro 2012
Pipoco também tem um cão, aliás, uma cadela
Encontrei-a perdida e magra, lá no sítio onde eu moro. Percebia-se que era mesmo bonita, debaixo do pêlo mal tratado e do ar assustado. Um dia seguiu-me no caminho para casa mas arrependeu-se e voltou para trás. No dia seguinte acompanhou-me até casa, mas, assim que abri o portão, ela foi-se. Ao terceiro dia, ela ficou e aceitou beber leite, mas acabou por se ir embora de novo. Finalmente, ao fim de uma semana, ela bebeu o leite e estendeu-se na relva, com aquele sorriso de felicidade que os cães bem resolvidos costumam ter. No manhã seguinte, ela por lá continuava e eu percebi que tinha resolvido adoptar-me, logo a mim que nunca tinha sido adoptado por um cão. Nunca quis entrar em casa nem dormir na garagem. Basta-lhe que a deixem participar num bom jogo de futebol, acompanhar-me nas minhas corridas diárias e receber festas na barriga, para além das vacinas a que tem direito e da dose de ração que ela complementa com um ou outro coelho que vai apanhando. Em paga, espera-me pacientemente nos dias em que chego a casa de madrugada, guarda-me a casa e acompanha-me em silêncio, língua de fora, em dias como o de hoje em que vimos ambos a névoa a levantar-se no lago e, já no regresso a casa, vimos o nascer do sol. Acho que somos felizes.
Ele há ocasiões...
... em que quase me apetece escrever num blog com o meu nome verdadeiro, um homem olhava para o fim dos posts e lá está o seu nome, coisa fina, em bom, talvez até conseguisse convencer mais alguém e havíamos de ter um blog colectivo, só de sumidades, uns de direita e outros de esquerda, havíamos de nos citar e argumentar com veemência, a plateia suspensa das nossas argumentações sustentadas e elegantes, havíamos de ter picardias com os outros blogues e seríamos citados sempre que o assunto fosse coisa grave, haviam de nos imaginar sentados a escrever numa secretária de boas madeiras, todos os posts escritos com uma Montblanc antes de ser publicados, uma eterna névoa de Cohiba Lanceros a dominar o ambiente, com uma estante de livros sérios por detrás, escritos graves e pertinentes, quem nos lesse havia de pensar que também pensava como eu.
Depois passa-me, penso que afinal de contas tenho sempre o Ruben Patrick e que tenho o blog mais fácil de escrever da blogosfera porque é só um blog e nada mais que um blog.
Depois passa-me, penso que afinal de contas tenho sempre o Ruben Patrick e que tenho o blog mais fácil de escrever da blogosfera porque é só um blog e nada mais que um blog.
29 outubro 2012
Em verdade lhe digo, Tio Pipoco
No dia em que a atracção for uma ciência exacta, com preceitos e regras, no dia em que um abraço tiver um modo e um tempo para ser dado, no dia em que não a abraçarmos no preciso instante em que intuímos que não há como não abraçá-la, no dia em que ela se revelar, como numa epifania, a mulher da nossa vida e nós fizermos de conta que ainda não é chegado o tempo para uma mulher da nossa vida, no dia em que fizermos contas para perceber se é a altura certa para beijá-la, no dia em que ela nos olhar nos olhos e nós ficarmos espantados durante tanto tempo que ela entretanto desapareceu, nesse dia em que sejam os decotes e os olhares fatais e o guarda-roupa e os olhos azuis e os cabelos louros a determinar as nossas escolhas, nesse dia, Tio Pipoco, mereceremos estatelar-nos com estrondo e será justo que ninguém nos levante.
Em verdade te pergunto, Ruben Patrick
O que tornaria especial aos olhos dos homens a artista falhada no último do Woody Allen, que não tinha nada do que os estereotipos convencionaram que os homens apreciam, não era loura com olhos azuis, não tinha um olhar fatal nem um decote impressionante, não tinha um guarda-roupa que a favorecesse, não era dona de nenhum atributo físico daqueles que se diz que merecem os favores do género masculino e, no entanto, era vê-los vergar-se?
Post das oito
Falas de ti na terceira pessoa do singular, colocas uns retratos de roupa barata e o título é "Quero muito!", os teus títulos de post são sempre "Da (ou "dos") + (inserir uma banalidade qualquer)", acabas os teus textos a perguntar se aos tipos que te estão a ler também já aconteceu a imbecilidade que acabas de relatar, se falas da tendência não sei quê como se soubesses do que estás a falar, tens "músicas do dia" todos os dias e enches chouriços com imagens de gatinhos e coisas fofinhas que sacas da net?
É bem provável que nunca tenha lido o que escreves.
É bem provável que nunca tenha lido o que escreves.
28 outubro 2012
Meu caro novo treinador do Sporting (Vercauteren, certo?)
O meu caro não me conhecerá, mas é fácil reconhecer-me, sou o tipo que fica no estádio depois do jogo acabar, já com as luzes apagadas, até à hora em que vem o funcionário comunicar-me "desculpe, senhor Pipoco, mas tem mesmo que sair, são ordens superiores...", eu ali a levantar os braços ao céu, cabeça baixa, mãos nos bolsos, pontapeando latas de cerveja imaginárias, nó da gravata desapertado, cabelo desgrenhado de tanto o revolver com as pontas dos dedos.
O meu caro está a chegar e eu sinto-me na obrigação de partilhar algumas idiosincrasias deste clube, não perderá nada se me der ouvidos e me escutar com atenção.
A primeira coisa que tem que saber é que nós jogamos sempre contra o Barcelona. Reparará que o Barcelona nunca joga à mesma hora que nós, há um acordo secreto do Barcelona para fazer os seus jogadores titulares rodarem no Genk e no Moreirense e nos outros todos que jogam contra nós. Os jogadores do Barcelona precisam de rodar, é como os camiões TIR e os aviões da Ryanair, se pararem dão prejuízo e o plano secreto é que os jogadores do Barcelona se disfarcem de jogadores vulgares, o Zé Manel do Merelinense é na verdade o Messi quando o Merelinense joga contra nós, o Ivo Daniel do Aljustrelense na verdade é o Iniesta quando o Merelinense nos calha em sorte.
A segunda coisa a saber é que a Lei de Murphy se aplica na sua plenitude nos nossos jogos. Se a bola pode ir ao poste, irá ao poste. Se o guarda-redes deles (que, na verdade, é o Valdés) pode fazer o jogo da vida dele, será no jogo contra nós. Se eles podem fazem um golo na única jogada de ataque que farão no jogo, esse jogo será contra nós. Se os jogadores deles sacarem duas bolas em cima da linha de golo, se levarem com três bolas nos postes e se nos roubarem cinco penalties descarados, tudo isso acontecerá num jogo contra nós.
A terceira coisa a saber é que os guarda-redes deles se preparam com afinco para o dia em que jogarem contra nós. Terão aulas com contorcionistas do circo, que lhes ensinarão golpes de rins impossíveis, só para irem buscar aquela bola que já estava praticamente lá dentro.
E, finalmente, saiba o meu caro que aqueles velhotes dos Marretas, os que estavam sempre no segundo balcão a dizer mal de tudo e de todos, estão agora numa coisa chamada Conselho Leonino.
Boa sorte, meu caro. Vai precisar. Lá estarei amanhã.
O meu caro está a chegar e eu sinto-me na obrigação de partilhar algumas idiosincrasias deste clube, não perderá nada se me der ouvidos e me escutar com atenção.
A primeira coisa que tem que saber é que nós jogamos sempre contra o Barcelona. Reparará que o Barcelona nunca joga à mesma hora que nós, há um acordo secreto do Barcelona para fazer os seus jogadores titulares rodarem no Genk e no Moreirense e nos outros todos que jogam contra nós. Os jogadores do Barcelona precisam de rodar, é como os camiões TIR e os aviões da Ryanair, se pararem dão prejuízo e o plano secreto é que os jogadores do Barcelona se disfarcem de jogadores vulgares, o Zé Manel do Merelinense é na verdade o Messi quando o Merelinense joga contra nós, o Ivo Daniel do Aljustrelense na verdade é o Iniesta quando o Merelinense nos calha em sorte.
A segunda coisa a saber é que a Lei de Murphy se aplica na sua plenitude nos nossos jogos. Se a bola pode ir ao poste, irá ao poste. Se o guarda-redes deles (que, na verdade, é o Valdés) pode fazer o jogo da vida dele, será no jogo contra nós. Se eles podem fazem um golo na única jogada de ataque que farão no jogo, esse jogo será contra nós. Se os jogadores deles sacarem duas bolas em cima da linha de golo, se levarem com três bolas nos postes e se nos roubarem cinco penalties descarados, tudo isso acontecerá num jogo contra nós.
A terceira coisa a saber é que os guarda-redes deles se preparam com afinco para o dia em que jogarem contra nós. Terão aulas com contorcionistas do circo, que lhes ensinarão golpes de rins impossíveis, só para irem buscar aquela bola que já estava praticamente lá dentro.
E, finalmente, saiba o meu caro que aqueles velhotes dos Marretas, os que estavam sempre no segundo balcão a dizer mal de tudo e de todos, estão agora numa coisa chamada Conselho Leonino.
Boa sorte, meu caro. Vai precisar. Lá estarei amanhã.
25 outubro 2012
23 outubro 2012
Que venham...
...as cabras e as que dão demasiada informação sem eu lhes perguntar nada, que venham as que conjugam Zara com Carolina Herrera e as louras de sobrancelha preta, que venham as histriónicas e as que que dizem "tipo", que venham as dos Blackberry e as das unhas de gel, que venham as que gostam do Bublé e as que leram O Segredo, que venham as das calças da Salsa e as dos soutiens de caixa, mas, por quem sois, poupem-me às que se espalham ao comprido e depois invocam que ninguém lhes percebe a ironia do seu humor peculiar.
22 outubro 2012
As coisas são como são
Todos os outros bloggers têm um MQT ou um Me Mate.
Eu só tenho o Ruben Patrick.
Eu só tenho o Ruben Patrick.
O último Woody Allen
O último Woody Allen vê-se como se vê o último James Bond, vai-se e pronto, é um par de horas sem surpresas, já sabemos ao que vamos, reclamaríamos se no último Bond não existisse um exército de tipos maus armados com mísseis terra-ar a perseguir Bond, James Bond, que, armado com a sua fiel Walther PPK, dispara de costas, enquanto vê as horas no seu Omega e, naturalmente, acaba com a bandidagem, sem ter que mudar de carregador. No último Woody Allen, lá está o pai neurótico que não aprecia o tipo que lhe vai levar a filha (como em Match-Point), lá está o tipo que aparece em cena só para dizer a coisa certa ao par de amantes (como em Poderosa Afrodite), lá está a miúda americana que estava ali só de passagem e se apaixona pelo latino lá da terra (como em Vicky Cristina Barcelona), lá está o desfilar de lugares comuns sobre uma cidade (como em Meia noite em Paris), lá está um Woody Allen preguiçoso, a fazer maus filmes só porque o saxofone não lhe paga as contas e lá estou eu a perdoar-lhe tudo porque afinal é só mais um Woody Allen a fazer o mesmo filme há mais de quinze anos.
21 outubro 2012
Eu sei
"O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento."
José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos
José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos
20 outubro 2012
Que vês da tua janela, Pipoco?
Vilar Formoso, visto do Hotel Lusitano
(porque há dias em que um homem não se sente capaz de fazer os últimos trezentos quilómetros que o separam de casa)
(porque há dias em que um homem não se sente capaz de fazer os últimos trezentos quilómetros que o separam de casa)
19 outubro 2012
Ruben Patrick também quer dizer coisas sobre comentários
Certo, Tio Pipoco, que sim senhores, os comentários dos teus posts são de valor, vê-se a léguas que quem lê apreende o elevado sentido da escrita na sua plenitude, afinal quem comenta o Tio Pipoco são indíviduos que se vê logo que têm estudos, mas a verdade é que não costumo ver por cá comentários de nível superior, daqueles com a tipologia "Ahahahah" ou "O que eu já me ri com isto", o difícil é fazer rir as pessoas, meu caro Tio Pipoco, um comentário a comunicar que a pessoa já se riu com o que leu é o nirvana de comentários, um comentário do calibre "Ahahahahahah, o que eu já me ri com isto" representa o nível aspiracional máximo de quem escreve, uma coisa assim insinua que a pessoa se riu, mas sem quantificar com exactidão, é uma espécie de mensagem subliminar que podemos, por nossa conta, indexar ao comprimento da sequência de "ahah's", a pessoa interrompeu o processo de riso para deixar um comentário em que não quantifica o tempo ou o número de vezes que já riu, repara, Tio Pipoco, a pessoa não dá informação quantitativa, não se limita a informar que já se riu três vezes com isto, sequer informa que se riu durante dois minutos e meio com isto, apenas deixa uma opacidade saudável sobre o processo, deixando nos leitores do comentário um suave perfume de dúvida, para uns será uma risada breve, para outros é de tal forma inquantificável o quão se riu a pessoa que se admite que tenha sido realmente de muito nível o sentido de humor, e isso, Tio Pipoco, é coisa que não vejo por aqui, as pessoas comentam com propriedade coisas de livros e de músicas francesas mas jamais terá um comentário de "ahahah, o que eu já me ri com isto".
17 outubro 2012
Às vezes, muito raramente, dá-se o caso de os comentários serem muito melhores que o post
"O orvalho da manhã há muito que tinha cedido o lugar a uma chuva que nada tinha de miudinha. Desejava dizer-lhe que existia um vidro entre nós mas não, vivemos no tempo do imediato, em que a vontade de passar pelas coisas vem primeiro que a necessidade de por vezes pensar nelas.
E enquanto cada gota de chuva se tornava parte de nós, pensavas na China e na Índia, não nas monções, nem nos aromas distantes que vivem para sempre na memória daqueles que por lá passam, mas sim no jeito que dava ter comprado um chapéu de chuva à passagem pela Mouraria.
E de repente começas a vê-lo lá ao fundo, enquanto já saboreias água que te escorre pela face como se de um bom vinho se tratasse. Levas as mãos ao bolso e sentes o toque da prata que tem a tua sandes. Já não sabes quem espera por quem.
Quando para à tua frente, mais que um autocarro é um desejo. Um desejo de deixar a chuva para trás, de transformar em sorriso afável o monótono olhar da mulher que conduz o autocarro, tal como conduz a sua vida, sem esperar nada de novo.
Entras no autocarro, saboreias o momento, perguntas-te se a espera valeu a pena. Não te respondes, deixas ficar a dúvida para não teres de te preocupar com o resto da realidade que também espera por ti.
De facto meu caro, isto de trabalhar o prazer da espera é de facto todo um superlativo."
(De Mak, o Mau, que de vez em quando me privilegia com os seus comentários, discorrendo sobre aquilo do gozo que há em esperar)
E enquanto cada gota de chuva se tornava parte de nós, pensavas na China e na Índia, não nas monções, nem nos aromas distantes que vivem para sempre na memória daqueles que por lá passam, mas sim no jeito que dava ter comprado um chapéu de chuva à passagem pela Mouraria.
E de repente começas a vê-lo lá ao fundo, enquanto já saboreias água que te escorre pela face como se de um bom vinho se tratasse. Levas as mãos ao bolso e sentes o toque da prata que tem a tua sandes. Já não sabes quem espera por quem.
Quando para à tua frente, mais que um autocarro é um desejo. Um desejo de deixar a chuva para trás, de transformar em sorriso afável o monótono olhar da mulher que conduz o autocarro, tal como conduz a sua vida, sem esperar nada de novo.
Entras no autocarro, saboreias o momento, perguntas-te se a espera valeu a pena. Não te respondes, deixas ficar a dúvida para não teres de te preocupar com o resto da realidade que também espera por ti.
De facto meu caro, isto de trabalhar o prazer da espera é de facto todo um superlativo."
(De Mak, o Mau, que de vez em quando me privilegia com os seus comentários, discorrendo sobre aquilo do gozo que há em esperar)
Em verdade te digo, Ruben Patrick
O que receio nunca te conseguir ensinar, meu caro Ruben Patrick, é o prazer da espera, estes são os tempos em que queremos tudo já, desejamos um café com aroma de hortelã-pimenta colhida ainda com o orvalho da manhã e isso existe em cápsula, coloca-se a cápsula numa máquina que prepara o café em dois segundos e já está, não há mais nada que saber. Creio nunca te ensinar o prazer de escolher uma boa mistura de grãos robusta e arábica, moer os grãos quando for tempo disso e depois aquecer o balão, os amigos à volta do balão, desejando o café, e o café que não sobe, a conversa em torno da espera e finalmente a água condensa, mistura-se lentamente com o café moído, filtra-se a mistura e sai café que terá ainda que esperar, tem que assentar, finalmente serve-se e, em verdade te digo, aquele café sabe melhor que nenhum outro. Porque foi um café desejado, Ruben Patrick, e, pergunta a quem quiseres, não há melhor para acicatar o desejo que a espera.
16 outubro 2012
Pipoco também protesta
Este ano, quando fizer o presépio, não me hei-de esquecer de trocar Gaspar pelo burro, Gaspar ficará a velar o menino e o burro fará companhia a Belchior e a Baltasar.
E ninguém vai notar a diferença, em verdade vos digo.
E ninguém vai notar a diferença, em verdade vos digo.
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